O Distrito Federal entrou oficialmente no mapa da inovação em saúde pública nesta quinta-feira (28), com a inauguração do primeiro Centro de Inovação e Produção de Tecnologia em Saúde (Ciesp) do Centro-Oeste. O espaço, criado pela Secretaria de Saúde em parceria com a Escola de Saúde Pública do DF (ESP-DF), foi estruturado para desenvolver soluções tecnológicas voltadas aos desafios enfrentados diariamente pelo SUS na capital.
Instalado na sede da Subsecretaria de Vigilância Sanitária, o centro terá atuação voltada à pesquisa aplicada, à criação de ferramentas digitais, à avaliação de tecnologias em saúde e à capacitação de profissionais da rede pública. A iniciativa recebeu investimento de cerca de R$ 200 mil do Governo do Distrito Federal.
A proposta é aproximar ciência, tecnologia e gestão pública para acelerar respostas dentro do sistema de saúde e ampliar a eficiência do atendimento prestado à população. O Ciesp também deverá funcionar como espaço de apoio técnico para projetos desenvolvidos por profissionais e pesquisadores ligados à rede pública.
Durante a cerimônia de inauguração, o secretário de Governança Digital, Clemilton Junior, afirmou que o avanço tecnológico precisa alcançar diretamente as unidades de saúde. “Não adianta a inovação ficar restrita aos setores administrativos. O objetivo é fazer com que essas ferramentas cheguem à ponta e contribuam para melhorar o atendimento oferecido à população”, afirmou.
Representando a Secretaria de Saúde, o secretário-executivo de Tecnologia da Informação em Saúde, Deilton Lopes da Silva, destacou que o novo centro cria condições mais favoráveis para o desenvolvimento de pesquisas dentro da saúde pública. “Muitas vezes, existem projetos importantes sendo produzidos pelos profissionais da rede, mas faltam estrutura e incentivo para transformar essas ideias em soluções concretas”, declarou.
A diretora-executiva da Fepecs, Inocência Rocha Fernandes, classificou a inauguração como resultado do processo de expansão da Escola de Saúde Pública do DF. Segundo ela, o novo espaço reforça a capacidade da instituição de produzir conhecimento e apoiar melhorias no SUS. “Esse centro simboliza uma construção coletiva e demonstra o amadurecimento da escola ao longo dos últimos anos”, disse.
Já a diretora da ESP-DF, Fernanda Monteiro, afirmou que a intenção é transformar o Distrito Federal em referência nacional na produção de tecnologias voltadas à saúde pública. “Precisamos desenvolver soluções conectadas à realidade do SUS e criar ferramentas que possam qualificar o atendimento e servir de modelo para outras regiões”, afirmou.
Entre os primeiros projetos apresentados está o aplicativo Liah, plataforma desenvolvida para auxiliar profissionais da saúde no acompanhamento de pacientes com lesões. A ferramenta ainda está em fase de testes e deverá começar a ser implementada gradualmente na rede pública.
Após a inauguração, autoridades e convidados participaram de uma visita técnica ao espaço, onde conheceram os laboratórios, equipamentos e projetos em desenvolvimento. Residentes e pesquisadores também apresentaram as primeiras iniciativas que serão conduzidas dentro do novo centro.



