A participação de uma estudante de Taguatinga ganhou destaque nas discussões educacionais do Mercosul realizadas em Brasília. Aos 17 anos, Cecília Lopes, aluna do Centro de Ensino Médio Ave Branca (Cemab), integrou o grupo de jovens que apresentou propostas de modernização da educação às autoridades sul-americanas. O trabalho desenvolvido por ela e pelos demais representantes do Parlamento Juvenil do Mercosul (PJM) tornou-se um dos pontos mais comentados do encontro, pela consistência das ideias defendidas.
O documento elaborado na etapa internacional do PJM reúne sugestões que vão de soluções tecnológicas para escolas a mecanismos de inclusão para estudantes com deficiência, migrantes e jovens de regiões com acesso limitado à internet. Entre as recomendações, estão a criação de espaços públicos equipados com recursos digitais, o uso de inteligência artificial no apoio ao aprendizado e ações que garantam informações confiáveis para quem circula entre os países do bloco. A ampliação da educação tecnológica no currículo também foi apontada como prioridade.
Durante o evento, Cecília realizou uma das participações mais simbólicas da programação: a leitura oficial da Declaração Final do PJM Internacional 2024/2026. A apresentação, na Sala de Atos do Ministério da Educação, durante a LXVII Reunião de Ministros da Educação do Mercosul, sintetizou propostas organizadas em cinco eixos — participação cidadã, inclusão com uso de IA, integração tecnológica, direitos humanos e acesso à informação confiável.
A presença da estudante no processo reflete o trabalho desenvolvido pela Secretaria de Educação do Distrito Federal, que acompanha e apoia jovens selecionados para iniciativas de participação social e integração regional. Professores e equipes pedagógicas da rede pública acompanharam todas as etapas do PJM, preparando Cecília para debates e para sua representação internacional.
O encontro contou com ministros e vice-ministros da Educação de países como Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai, além de instituições como Unesco, Unicef, Capes, FNDE, UNE e a Universidade Federal da Integração Latino-Americana. Em meio aos discursos oficiais, a participação dos jovens serviu como lembrete da urgência de políticas educacionais que dialoguem com a realidade das novas gerações e com as desigualdades que enfrentam diariamente.




