A farmácia do Hospital Regional de Samambaia (HRSam) passou por uma reestruturação que mudou a forma como os medicamentos chegam aos pacientes. Reformas realizadas desde 2019 ampliaram os espaços, criaram novos fluxos internos e reduziram interrupções em um processo que exige precisão. A mudança, segundo os profissionais do setor, diminuiu riscos e tornou o trabalho mais seguro.
A rotina começa com a prescrição médica, que chega identificada com o nome do paciente, leito e clínica. O farmacêutico confere os dados, separa as doses e, antes do envio às unidades, a enfermagem faz uma segunda checagem. “É uma cadeia que precisa funcionar sem falhas”, afirma Patrícia Souza, chefe do Núcleo de Farmácia.
A primeira grande mudança ocorreu em 2019, quando o hospital reformou a área e criou uma sala específica para a preparação das doses individualizadas. O espaço recebeu revestimento novo, estantes e melhor iluminação. A mudança também ampliou a capacidade de armazenamento, em um período em que o número de leitos crescia após a pandemia. “O controle passou a ser registrado paciente por paciente, clínica por clínica. Ganhamos precisão”, diz Patrícia.
Em 2023, o fluxo mudou novamente. A sala de doses foi transferida para um ambiente mais isolado, onde antes funcionava um depósito. O antigo espaço passou a concentrar a distribuição de materiais e medicamentos de itens básicos a insumos cirúrgicos. A reorganização, segundo a equipe, reduziu interrupções em uma etapa que precisa de total atenção.
A técnica administrativa Carmem Lúcia dos Santos, responsável pela separação diária das doses, afirma que a mudança de espaço trouxe impacto direto na qualidade do trabalho. “Na antiga sala, a circulação intensa de pessoas e as interrupções constantes dificultavam a concentração e tornavam o processo mais cansativo. Com o novo ambiente, conseguimos manter o foco, seguir o fluxo com tranquilidade e garantir mais segurança em cada etapa”, explica.
A farmacêutica Viviane Silva, que atua no preparo de psicotrópicos, também destaca a melhora na rotina. “A organização dos setores em áreas separadas mudou completamente a dinâmica. Sem movimentação excessiva ao redor, a conferência das medicações ficou mais cuidadosa e precisa. Hoje conseguimos realizar cada procedimento com mais clareza e confiabilidade”, afirma.
O hospital deve inaugurar, na próxima semana, o serviço de leito-dia, destinado a pacientes que precisam apenas de medicação diária, como antibióticos. A modalidade permite que o paciente receba a dose e retorne para casa, liberando vagas e reduzindo a permanência hospitalar. “A rotatividade melhora e o atendimento fica mais confortável para o paciente”, avalia Patrícia.
A reestruturação consolidou a farmácia do HRSam como um setor mais organizado e com menos pontos de risco, uma mudança considerada essencial para a segurança assistencial.




