O Museu Nacional da República foi palco de emoção neste domingo (7) ao receber 100 casais para a quarta edição de 2025 do Casamento Comunitário. O projeto, que já passou pelo Pontão do Lago Sul e pela Concha Acústica, voltou ao local de origem, oferecendo cerimônia civil, preparação completa e isenção de taxas para os participantes.
“Hoje é um dia muito especial. O Casamento Comunitário começou neste museu durante a pandemia, e voltar aqui traz um tom de nostalgia e celebração”, afirmou Marcela Passamani, secretária de Justiça e Cidadania.
O programa, instituído pelo Decreto nº 41.971/2021, já beneficiou mais de mil casais com a oficialização gratuita da união. Em 2025, a primeira edição ocorreu em março, seguida de cerimônias em junho, agosto e agora em dezembro.
Estrutura e apoio aos noivos
Além da cerimônia, os casais receberam transporte, trajes completos, maquiagem e produção de cabelo para as noivas, bem como registro fotográfico profissional, graças a parcerias privadas e voluntárias.
“Estamos formalizando relações que já existiam há anos. Muitos casais não tinham condições financeiras para oficializar a união. É uma questão de respeito, dignidade e direito. Mais do que celebrar o dia, o Estado demonstra cuidado com as famílias do Distrito Federal”, destacou Marcela Passamani.
Emoção e histórias de vida
Ao som da marcha nupcial executada ao vivo, os casais desceram as escadas do auditório para dizer “sim”.
Kátia Kelly Caetano, 38 anos, esperou oito anos para viver este momento. “Acordei às 2h cheia de ansiedade. Sempre sonhei em casar de véu e grinalda, e hoje consegui realizar esse desejo”, disse. O noivo, Alexsandro Carvalho, 35, ressaltou a importância da formalização. “Casar de forma oficial é um passo significativo. E estar em um cartão-postal da cidade torna tudo ainda mais especial.”
Eliete de Oliveira, 39, também destacou a preparação oferecida pelo programa. “Foi incrível. Todo cuidado com cabelo, maquiagem e roupas me fez sentir uma princesa.” O noivo, Irivaldo Pinheiro, 32, completou. “Tudo foi perfeito, até mesmo a ajuda com detalhes simples como dar nó na gravata. Foi uma experiência completa e inesquecível.”
Benefícios legais e formalização
A oficialização foi conduzida por quatro juízas de paz. “É sempre uma honra participar. Este projeto traz cidadania, pertencimento e renovação para essas famílias. Se eu pudesse resumir em uma palavra, seria grandiosidade”, afirmou a juíza Mírtala Delmondez.
Além da cerimônia gratuita, o programa garante direitos legais importantes, incluindo segurança jurídica, direitos sucessórios, acesso à pensão, inclusão em programas sociais e proteção para famílias que já viviam em união estável, mas não tinham condições de arcar com os custos do casamento civil.
Para informações sobre inscrições, parcerias e o passo a passo do programa, os interessados devem acessar o portal oficial do Casamento Comunitário.




