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Após intervenções, Parque do Setor O se consolida como ponto de encontro em Ceilândia

Melhorias estruturais ampliaram o uso diário e fortaleceram a convivência no espaço público

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O Parque Urbano do Setor O deixou de ser apenas um ponto verde delimitado no mapa de Ceilândia para se transformar, de fato, em um espaço público ocupado, frequentado e integrado à vida cotidiana da população. Intervenções recentes na área, como reforço na iluminação, reorganização dos acessos e ampliação da segurança, mudaram a dinâmica do local e impulsionaram a presença de moradores ao longo do dia e também no período noturno.

Com cerca de 103 mil metros quadrados, o parque passou a contar com cercamento em todo o perímetro e iluminação em LED, medida que impactou diretamente a sensação de segurança e a permanência dos usuários. A criação de múltiplos acessos alterou a lógica de circulação interna e facilitou a chegada a pontos específicos do espaço, como áreas esportivas, playgrounds e locais de convivência.

Atualmente, o parque possui 12 portões distribuídos entre entradas principais e secundárias. A descentralização dos acessos reduziu trajetos longos e aproximou o parque dos moradores do entorno, tornando o uso mais prático no dia a dia. “Antes, para chegar a alguns pontos, era preciso contornar quase todo o parque. Agora ficou muito mais prático”, relata a moradora Elisângela Rodrigues Feitosa, que frequenta o espaço com regularidade.

A manutenção e a gestão do Parque do Setor O estão sob responsabilidade da Administração Regional de Ceilândia, que atua no local desde 2019. Segundo o chefe de gabinete do órgão, João Marcelo Ferreira de Souza, o objetivo é manter o espaço permanentemente ativo. “A ideia é que o parque seja usado pela população em diferentes horários. Quanto mais gente circulando, mais seguro e preservado ele se torna”, afirma.

O parque reúne equipamentos voltados ao esporte, lazer e convivência social. Entre as estruturas disponíveis estão campo sintético, quadra de areia, academia ao ar livre, playgrounds, duchas, banheiros, mesas com bancos e áreas de descanso. Um dos pontos mais frequentados é o parcão, espaço cercado destinado aos cães, que permite a permanência dos animais soltos e se tornou referência para tutores da região. “É um espaço que faz falta em muitos bairros. Aqui a gente consegue trazer o cachorro com tranquilidade”, comenta Carlos Henrique Silva.

Com o aumento da circulação de pessoas, a administração também enfrenta desafios relacionados ao vandalismo. Registros de danos em bancos, lixeiras, torneiras e bebedouros ainda ocorrem e geram custos adicionais de manutenção. A orientação do poder público é para que a população colabore com a preservação do espaço, evitando prejuízos coletivos.

Além do uso cotidiano, o parque passou a receber, ao longo do ano, atividades gratuitas como ações comunitárias, eventos esportivos, práticas de atividade física orientada e iniciativas culturais. As programações atraem públicos de diferentes idades e reforçam o papel do parque como ponto de encontro e convivência em Ceilândia.

Criado em 1995, o Parque Urbano do Setor O enfrentou entraves administrativos por décadas, o que atrasou sua consolidação. A situação foi definitivamente resolvida em maio de 2024, quando o espaço foi oficialmente instituído por meio do Decreto nº 45.796, assinado pelo governador Ibaneis Rocha. O ato aprovou o Plano de Uso e Ocupação da área, definiu o perímetro e encerrou disputas que impediam o pleno funcionamento do parque.

O Parque Urbano do Setor O funciona diariamente, das 5h às 23h, e hoje é considerado um dos principais espaços públicos de lazer e convivência da região administrativa de Ceilândia, consolidando-se como exemplo de requalificação urbana e uso efetivo do espaço público.

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