Nesta terça-feira (27), o Restaurante Comunitário do Varjão recebe uma audiência pública para discutir as políticas públicas de alimentação no Distrito Federal. A partir das 15h, a Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF) vai ouvir usuários do restaurante e beneficiários do Cartão Prato Cheio sobre os serviços oferecidos.
O encontro tem como objetivo reunir avaliações sobre o funcionamento da unidade, a qualidade das refeições, o atendimento e as condições do espaço físico. Os participantes também poderão apresentar sugestões relacionadas ao Cartão Prato Cheio, programa voltado à segurança alimentar de famílias em situação de vulnerabilidade.
Para a secretária de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra, a escuta direta dos usuários é fundamental para o aprimoramento das ações. “A escuta direta permite identificar pontos de melhoria tanto no restaurante quanto no programa Prato Cheio. A ideia é aperfeiçoar os serviços com base na experiência real da população”, afirmou.
Embora seja realizado no Varjão, o encontro é aberto a moradores de todas as regiões administrativas do Distrito Federal que desejem contribuir com avaliações sobre as políticas públicas de acesso à alimentação.
Resultados e ampliação dos programas
Em 2025, o enfrentamento à fome passou a ocupar posição central nas ações do Governo do Distrito Federal. O Cartão Prato Cheio ampliou seu alcance para cerca de 130 mil famílias e passou a ser concedido em 18 parcelas, em vez de nove, garantindo maior continuidade do benefício.
No mesmo período, a rede de restaurantes comunitários foi expandida, com a abertura de novas unidades no Gama, Riacho Fundo, Santa Maria e Samambaia. Atualmente, 15 dos 18 equipamentos oferecem três refeições por dia: café da manhã a R$ 0,50, almoço a R$ 1 e jantar a R$ 0,50. As unidades funcionam diariamente, inclusive aos feriados, e mantêm a distribuição gratuita de refeições para pessoas em situação de rua.
Somente em 2025, os restaurantes comunitários do DF serviram cerca de 17 milhões de refeições. No Varjão, o volume se aproximou de 1 milhão no período. As ações contribuíram para que o Distrito Federal alcançasse o primeiro lugar no ranking nacional do Selo Betinho, que reconhece iniciativas de combate à fome.




