A vacinação contra a febre amarela voltou ao centro das atenções no Distrito Federal após a Secretaria de Saúde ampliar o estoque do imunizante disponível nas unidades básicas. O reforço, com a chegada de um novo lote na segunda-feira (26), garante a continuidade do atendimento a moradores que ainda não possuem comprovação de imunização e fortalece a estratégia de prevenção diante do risco de circulação do vírus na região Centro-Oeste.
A febre amarela é uma infecção viral transmitida por mosquitos e pode apresentar desde manifestações leves até formas graves. Entre os sintomas mais comuns estão febre, dor de cabeça, dores musculares, náusea, cansaço e sensibilidade à luz. Em quadros mais avançados, surgem dores abdominais e alteração na coloração da pele e dos olhos, sinal de comprometimento do fígado, além de possibilidade de insuficiência renal e morte.
Levantamentos da vigilância em saúde mostram que o DF teve registros esporádicos da doença ao longo da última década, com confirmações em 2015, 2017, 2018, 2021 e 2022. Em 2025, foi identificado um caso importado, relacionado a infecção adquirida fora do território do Distrito Federal. Desde o segundo semestre do ano passado, o monitoramento foi intensificado após a confirmação de morte de primatas por febre amarela em municípios de Goiás. Esses animais não transmitem o vírus às pessoas, mas a ocorrência indica circulação viral no ambiente.
A imunização é considerada a principal medida de proteção coletiva. O esquema vacinal varia de acordo com a idade e o histórico da pessoa. Crianças recebem duas doses nos primeiros anos de vida. Quem tem mais de cinco anos e ainda não foi vacinado precisa de apenas uma dose. Pessoas com 60 anos ou mais só devem ser imunizadas após avaliação médica. Gestantes e mulheres que amamentam bebês menores de seis meses também passam por análise clínica antes da aplicação da vacina, que só é indicada quando há risco de exposição ao vírus.
Quem tem alergia a ovo ou gelatina deve ser avaliado por profissional de saúde antes da vacinação. Nesses casos, a aplicação ocorre em unidade especializada, no Hospital Materno Infantil de Brasília. Pessoas que já receberam a vacina podem emitir gratuitamente o Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia, documento exigido por alguns países para a entrada de viajantes e que não possui prazo de validade.
Para aqueles que não sabem se já foram imunizados, a orientação é procurar uma unidade básica de saúde com documento de identificação. Mesmo sem a caderneta, o atendimento é realizado. As equipes consultam os sistemas de informação disponíveis e, quando não há registro, avaliam a situação individualmente antes de decidir pela aplicação da dose.




