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Cartão Uniforme Escolar transforma o início do ano letivo no DF

Medida beneficia famílias e gera impacto positivo no comércio local

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O uniforme escolar, que antes pesava no bolso de muitas famílias, virou também motor de renda e oportunidade no Distrito Federal. Com a implantação do Cartão Uniforme Escolar, a compra deixou de ser um problema doméstico e passou a movimentar vitrines, máquinas de costura e pequenos negócios espalhados pelas cidades. A iniciativa da Secretaria de Educação do Distrito Federal mudou a lógica: em vez de kits padronizados, agora os responsáveis escolhem as peças diretamente nas lojas credenciadas, no tamanho certo e no momento certo.

Para Andreane Azevedo de Sousa, mãe da estudante Maria Laura, de 5 anos, aluna da Escola Classe 318 de Samambaia, o cartão trouxe alívio e praticidade. “Antes era sempre a mesma coisa: o uniforme vinha largo ou curto e eu precisava pagar para ajustar. Agora entro na loja, escolho o tamanho dela e pronto. Não perco dinheiro nem tempo”, conta.

O benefício é exclusivo do aluno da rede pública e só pode ser utilizado em estabelecimentos autorizados pela Secretaria de Desenvolvimento Social do Distrito Federal. A Secretaria de Educação alerta que o cartão não pode ser emprestado, vendido ou transferido, sob risco de bloqueio. A orientação é que qualquer dúvida seja resolvida diretamente na escola ou pelos canais oficiais.

Enquanto isso, do outro lado do balcão, o movimento só cresce. A procura por uniformes escolares fez malharias ampliarem estoques e abriu espaço para novas lojas. O supervisor de vendas Pedro Teodoro da Silva Neto decidiu sair de Goiânia e apostar no Distrito Federal após a criação do programa. “Nossa família já trabalha com confecção há muitos anos. Quando vimos o alcance do cartão, entendemos que era hora de expandir. Hoje temos lojas funcionando e outras sendo abertas para dar conta da demanda”, afirma.

Mas o impacto não se limita às vitrines maiores. Em Ponte Alta Norte, no Gama, a costura doméstica virou negócio. Tatiane dos Santos Coelho montou um ateliê no quintal de casa e passou a produzir kits personalizados para estudantes da rede pública. “A procura foi muito maior do que eu esperava. Já temos mais de cem conjuntos sendo finalizados”, relata.

O trabalho é dividido entre os membros da família: o marido cuida do corte e da personalização, enquanto Tatiane e outras mulheres ficam na costura. A clientela chega, principalmente, pelas redes sociais.

Ao circular dentro das próprias comunidades, o dinheiro do cartão ganha um novo significado. Ele garante que o estudante esteja uniformizado desde o primeiro dia de aula, reduz gastos extras das famílias e fortalece negócios locais, de grandes malharias a pequenos ateliês improvisados no quintal de casa. Mais do que um auxílio, o Cartão Uniforme Escolar passou a ser uma engrenagem que conecta educação, economia e dignidade no cotidiano de milhares de pessoas no Distrito Federal.

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