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Atendimento do Olhar Cidadão alcança jovens em duas regiões do DF

Estrutural e Sol Nascente estão entre as primeiras atendidas

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O atendimento gratuito em saúde visual e bucal tem chegado a regiões do Distrito Federal onde o acesso a esse tipo de cuidado ainda é limitado. Com essa proposta, o Projeto Olhar Cidadão já passou pela Estrutural e pelo Sol Nascente/Pôr do Sol, beneficiando cerca de 1,4 mil crianças e adolescentes com idade entre 6 e 17 anos.

A iniciativa, desenvolvida pela Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF) em parceria com a ONG Líderes do Brasil, combina consultas especializadas com ações educativas voltadas à prevenção. Entre os atendidos até agora, 128 jovens receberam óculos de grau após avaliação oftalmológica.

A próxima parada será Samambaia, nos dias 2 e 3 de março, na Quadra 30, conjunto 8, lote 2. Depois, o projeto seguirá para Planaltina, Guará, Ceilândia, Itapoã e Santa Maria, mantendo o funcionamento de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h. A previsão é que mais de 5,1 mil pessoas sejam atendidas até junho, com prioridade para estudantes da rede pública e famílias em situação de vulnerabilidade.

Para a gestora socioeducativa da Sejus-DF, Fernanda Elisa Calvet Silveira, a iniciativa tem papel estratégico na prevenção. “Ao oferecer esse cuidado de forma antecipada, conseguimos evitar o agravamento de problemas que impactam diretamente a saúde e o aprendizado”, explica.

Ela ressalta que “dificuldades de visão e questões odontológicas não tratadas acabam interferindo no rendimento escolar e na qualidade de vida”.

Os atendimentos incluem triagem inicial, avaliação por especialistas e procedimentos básicos. Nos casos em que há indicação, os participantes recebem gratuitamente os óculos prescritos. Já na área odontológica, são realizados serviços como limpeza e intervenções simples.

A coordenadora do projeto, Thayza D’Avilla, destaca que a orientação às famílias é parte fundamental do trabalho. “A proposta é iniciar o cuidado e também compartilhar informações que ajudem no dia a dia, como práticas de higiene e hábitos que influenciam a saúde ocular e bucal”, afirma.

Moradora do Sol Nascente, a estudante Maria Eduarda Cardoso, de 15 anos, relata que o atendimento trouxe mudanças imediatas. “Eu tinha dificuldade para enxergar o quadro e sentia dores de cabeça. Depois que comecei a usar os óculos, consigo acompanhar melhor as aulas”, conta.

Já Cibele Veras, de 14 anos, diz que a experiência foi positiva desde o exame até a escolha da armação. “Agora consigo enxergar melhor na escola e em outras atividades”, comenta.

Para a mãe dela, Maria de Lourdes Veras, o acesso gratuito foi decisivo. “Não teríamos condições de pagar pelo tratamento. Foi uma oportunidade importante para nossa família”, afirma.

O agendamento pode ser feito online ou diretamente nos pontos de atendimento, mediante apresentação de documento com foto do responsável e da criança ou adolescente. As vagas são limitadas e disponibilizadas conforme a capacidade de cada etapa do projeto.

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