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Homem denuncia racismo em bloco e diz que autora se apresentou como policial federal

Caso ocorreu durante Carnaval na Asa Norte

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Uma discussão em meio à folia terminou em denúncia de racismo durante o bloco Concentra, Mas Não Sai, na Asa Norte, na segunda-feira (16). O episódio ocorreu no estacionamento em frente ao Minas Tênis Clube e envolveu um empresário, familiares e uma mulher que afirmou ser policial federal.

Rodrigo Martins participava do evento acompanhado da esposa, das filhas e de amigos quando teve início um desentendimento motivado pela tentativa da mulher de atravessar um espaço considerado apertado pelo grupo. Segundo ele, após ser orientada a seguir por outro lado, ela insistiu na passagem, avançando sobre as pessoas que estavam no local.

Durante a movimentação, um idoso que integrava o grupo teria sido atingido após ser pisado, quase caindo. A situação levou a esposa de Rodrigo e uma amiga a tentarem conter a tensão para evitar que o conflito se agravasse.

De acordo com o empresário, foi nesse momento que a discussão deixou de ser apenas física e passou ao campo verbal. Ele afirma ter sido alvo de ofensas racistas proferidas em público.

Segundo o relato, a mulher o teria chamado de “macaco” e “bicho”, apontando em sua direção diante de outros foliões que presenciaram a cena.

O impacto atingiu também a família. Rodrigo relata que a filha mais nova, de três anos, ficou confusa ao ouvir os insultos e o questionou sobre o significado das palavras usadas contra ele.

Após o episódio, a família decidiu deixar o bloco. Pouco tempo depois, segundo Rodrigo, ele reencontrou a mulher nas proximidades de policiais. Ao se identificar como vítima, ambos foram conduzidos à 5ª Delegacia de Polícia, na Asa Norte, onde a ocorrência foi registrada.

A identidade da mulher e sua eventual vinculação à Polícia Federal não foram confirmadas até o momento.

Procurada, a Polícia Civil do Distrito Federal informou que o caso foi registrado e segue em apuração. Em nota, a Polícia Federal declarou que tomou conhecimento da ocorrência e que os fatos serão analisados pelas instâncias competentes, conforme a legislação.

A prática de racismo é considerada crime inafiançável e imprescritível pela Constituição Federal.

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