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Sandro Avelar destaca avanço tecnológico na segurança do Carnaval do DF

Estratégia ajudou a localizar foragidos e reduzir ocorrências

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O Carnaval de 2026 no Distrito Federal terminou com menos ocorrências policiais, mas o que chamou atenção das autoridades não foi apenas o número final e sim a forma como ele foi alcançado. Dados divulgados nesta quarta-feira (18) pela Secretaria de Segurança Pública mostram que os registros caíram 15,8% em relação ao ano passado, em um cenário marcado pela presença ampliada de tecnologia nas ruas e por uma atuação preventiva mais estratégica.

À frente da pasta, o secretário Sandro Avelar afirmou que o uso de monitoramento inteligente mudou a dinâmica das operações. Segundo ele, o reconhecimento facial deixou de ser apenas um recurso passivo para se tornar uma ferramenta ativa na localização de suspeitos.

“Foi possível identificar pessoas procuradas pela Justiça ainda em locais de grande circulação, como estações de metrô. A partir disso, as equipes conseguiram planejar abordagens e cumprir mandados de prisão sem provocar tumulto”, explicou.

A comandante-geral da Polícia Militar, coronel Ana Paula Barros Habka, destacou que o suporte aéreo também teve papel determinante no controle das multidões. Drones foram usados para acompanhar o deslocamento dos blocos em tempo real e orientar o reposicionamento das equipes.

“Essa visão mais ampla permitiu identificar rapidamente onde havia maior concentração de pessoas e onde seria necessário reforçar o policiamento”, afirmou. De acordo com ela, dois foragidos da Justiça foram localizados após o cruzamento de imagens captadas pelos sistemas de vigilância.

Além da tecnologia, o reforço nas áreas de acesso aos eventos resultou na apreensão de centenas de objetos que poderiam representar risco em meio à aglomeração. Somente na região central, foram recolhidos itens como facas, tesouras, um facão e até utensílios improvisados.

“Mesmo quando não há intenção de violência, qualquer objeto rígido ou cortante pode se tornar perigoso em um ambiente lotado”, observou a comandante.

Ao longo do período festivo, mais de 1,5 milhão de pessoas passaram por revistas.

Uma das novidades deste ano foi a ampliação das abordagens também nos pontos de saída dos blocos. Em alguns casos, foliões tiveram que comprovar a posse de celulares, medida adotada para dificultar a circulação de aparelhos furtados, crime que continua sendo o mais frequente durante o Carnaval.

Avelar ressaltou ainda que a atuação integrada da Polícia Militar, do Detran e do Corpo de Bombeiros contribuiu para a redução dos registros.

“Quando o Estado está visivelmente presente, a tendência é que a criminalidade recue”, avaliou.

Apesar da queda geral nas ocorrências, o furto de celulares segue como principal desafio. A orientação é que as vítimas registrem ocorrência, já que aparelhos recuperados passam por identificação e podem ser devolvidos posteriormente em ações periódicas realizadas pela Polícia Civil no complexo da corporação.

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