O Partido Novo deu início, nesta segunda-feira (27), à sua caminhada rumo às eleições presidenciais de 2026. Em convenção nacional realizada em Brasília, a legenda oficializou a candidatura do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, ao Palácio do Planalto e apresentou o mineiro como a principal aposta para ocupar um espaço entre os dois polos que dominam a política brasileira nos últimos anos.
O lançamento da candidatura foi marcado por um discurso de defesa da gestão de Zema em Minas Gerais e por críticas à condução econômica e administrativa do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Diante de dirigentes, parlamentares, filiados e apoiadores, lideranças do Novo reforçaram que o partido pretende construir uma campanha centrada na responsabilidade fiscal, na redução da máquina pública, no incentivo ao empreendedorismo e no combate à corrupção.
Ao assumir oficialmente a condição de candidato, Zema afirmou que pretende levar para o governo federal o modelo de gestão que adotou em Minas Gerais. Em seu discurso, defendeu um Estado mais enxuto, criticou o aumento dos gastos públicos e afirmou que o país precisa recuperar a confiança para voltar a crescer, atrair investimentos e gerar empregos.
Sem anunciar o nome que comporá a chapa como vice-presidente, o Novo optou por manter abertas as negociações políticas. A direção da legenda avalia que a definição poderá ocorrer nas próximas semanas, conforme o avanço das conversas com possíveis aliados, embora o partido também não descarte disputar a eleição com uma chapa formada exclusivamente por seus quadros.
Além da corrida presidencial, a convenção serviu para traçar a estratégia eleitoral da sigla para 2026. O objetivo é aproveitar a visibilidade da candidatura de Zema para ampliar a representação do Novo na Câmara dos Deputados e no Senado, fortalecendo a presença da legenda no Congresso Nacional.
A entrada de Romeu Zema na disputa adiciona mais um nome ao cenário presidencial e amplia a movimentação dos partidos na corrida pelo Palácio do Planalto. Com perfil liberal e histórico de gestor, o ex-governador tentará transformar sua experiência administrativa em ativo eleitoral para conquistar um eleitorado que busca uma alternativa fora dos grupos políticos que protagonizam as últimas eleições presidenciais.



