Pacientes que dependem de medicamentos de alto custo fornecidos pelo SUS em Goiás precisam redobrar a atenção ao apresentar a documentação. A Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO) reforçou que prescrições, laudos, relatórios médicos e outros documentos utilizados nas solicitações devem ser entregues na forma original, sem alterações ou complementos feitos com ferramentas de inteligência artificial (IA).
A orientação vale tanto para a abertura de novos processos quanto para a renovação de solicitações no Centro Estadual de Medicação de Alto Custo Juarez Barbosa (CEMAC-JB), unidade responsável por receber e analisar a documentação necessária para o acesso aos medicamentos.
Na prática, todo documento emitido pelo profissional de saúde deve ser apresentado exatamente como foi produzido. Isso significa que o paciente não deve recorrer a ferramentas de IA para corrigir, acrescentar, reorganizar ou modificar informações presentes em receitas, laudos e relatórios, mesmo que a intenção seja apenas complementar os dados antes do envio.
A medida é importante porque qualquer diferença entre as informações apresentadas pode interferir na análise da solicitação. De acordo com a SES-GO, inconsistências ou divergências nos documentos podem impedir o andamento do pedido e resultar na devolução do processo para que sejam providenciadas as correções necessárias.
A secretaria também destaca que cabe ao solicitante garantir a veracidade da documentação entregue. Caso seja necessário corrigir ou acrescentar alguma informação, a orientação é procurar o profissional responsável pela emissão do documento, evitando alterações posteriores por outros meios.
Com o reforço das regras, a SES-GO busca preservar a segurança dos processos e assegurar que a liberação dos medicamentos de alto custo siga os critérios estabelecidos pelo SUS. A recomendação é que os pacientes confiram toda a documentação antes de protocolar o pedido ou a renovação, reduzindo o risco de pendências e possíveis atrasos na análise.



