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Receita do DF apreende R$ 418 milhões em mercadorias em operação contra sonegação

Fiscalização interceptou cargas na BR-060 e evitou perda estimada de até R$ 207 milhões em impostos

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Uma operação contra um esquema de sonegação fiscal levou à apreensão de R$ 418 milhões em mercadorias no Distrito Federal nesta quinta-feira (10). As cargas foram interceptadas pela Receita do DF durante uma fiscalização iniciada nas primeiras horas do dia, na BR-060.

A estimativa é de que a circulação dos produtos sem a devida fiscalização poderia provocar uma perda de até R$ 207 milhões em arrecadação para os cofres públicos do DF.

Durante as abordagens, os auditores identificaram cargas sem notas fiscais e outras acompanhadas de documentos que não correspondiam às mercadorias transportadas. Entre os produtos apreendidos estavam alimentos, bebidas, materiais de construção, itens de limpeza, alimentos para animais, perfumes e eletrônicos.

As apreensões incluíram 73 mil latas de cerveja, 3,7 mil garrafas de uísque de 12 anos e outras 485 garrafas de uísque. Os fiscais também encontraram 55 toneladas de feijão e 32 toneladas de esmaltes.

A fiscalização nas rodovias foi uma das frentes de uma investigação que mira empresas suspeitas de utilizar notas fiscais falsas ou adulteradas para encobrir operações comerciais e reduzir o pagamento de tributos.

O caso começou a ser investigado em 21 de agosto, depois que uma empresa do ramo de sucatas, localizada em Planaltina, entrou no radar das autoridades. A suspeita é de que o estabelecimento funcionasse como uma “noteira”, emitindo documentos fiscais falsos sem o recolhimento dos impostos correspondentes.

As operações atribuídas à empresa ultrapassavam as divisas do Distrito Federal e envolviam movimentações em Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo.

O avanço das apurações ampliou o alcance da investigação. Com base nas informações levantadas, a Receita Federal identificou outras 12 empresas que estariam ligadas ao esquema.

A operação deflagrada nesta quinta-feira buscou interromper esse mecanismo. A suspeita é de que documentos fiscais falsos ou adulterados fossem utilizados para dar aparência de legalidade às operações e, dessa forma, reduzir ou evitar o recolhimento de impostos.

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