A corrida pelas duas cadeiras do Distrito Federal no Senado Federal em 2026 entra em ritmo acelerado após a consolidação das candidaturas registradas na Justiça Eleitoral. Ao todo, 12 nomes disputam a preferência do eleitorado brasiliense em um pleito que renovará dois terços da representação da capital no Congresso Nacional. A disputa reúne figuras de grande projeção nacional, ex-integrantes do Poder Executivo, magistrados aposentados e lideranças comunitárias de diferentes espectros ideológicos.
Com o limite fixado em dois eleitos, a eleição deste ano ganha contornos táticos inéditos. Cada cidadão do DF votará em dois candidatos diferentes para o cargo. Como não há segundo turno para o Senado, os dois mais votados em 4 de outubro garantem assento na Câmara Alta para um mandato de oito anos. A regra permite combinações estratégicas entre eleitores, alterando a dinâmica tradicional de voto único.
Peso da representação no Senado
Diferente da Câmara dos Deputados, onde o número de parlamentares varia conforme a população de cada estado, o Senado Federal garante paridade institucional: cada uma das 27 unidades da Federação possui exatamente três senadores, totalizando 81 parlamentares.
Cabe aos senadores aprovar indicações do Poder Executivo para cargos estratégicos — como ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), diretores do Banco Central e embaixadores —, sabatinar autoridades, julgar processos de impeachment e aprovar empréstimos internacionais do Estado brasileiro, além da elaboração e votação de leis federais.
Quem são os 12 postulantes às vagas do DF
A lista oficial oficializada pela Justiça Eleitoral reúne perfis com histórico variado no serviço público, na política partidária e em setores da sociedade civil:
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Michelle Bolsonaro (PL): A ex-primeira-dama faz sua estreia em disputas eletivas amparada pelo capital político do sobrenome da família e pelo apoio do eleitorado conservador local.
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Bia Kicis (PL): Deputada federal em segundo mandato, a procuradora aposentada do DF é um dos principais nomes da ala conservadora na Câmara dos Deputados.
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Leila do Vôlei (PDT): Atual senadora, a ex-atleta olímpica e ex-secretária de Esporte do DF busca a reeleição para manter a cadeira conquistada em 2018.
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Erika Kokay (PT): Com trajetória consolidada no Congresso Nacional desde 2011, a parlamentar e ex-dirigente sindical representa o campo da esquerda .
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Sebastião Coelho (Novo): Ex-desembargador do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), concorre a um cargo público pela primeira vez após ter deixado a magistratura.
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Ronaldo Fonseca (PSD): Advogado e pastor evangélico, foi deputado federal por dois mandatos e ocupou o cargo de ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República.
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Guto Felício (PSDB): Economista e empresário com atuação voltada ao setor privado e desenvolvimento regional.
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David Horn (PCO): Professor da rede de ensino, defensora das pautas do partido na capital.
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Marley (Avante): Cirurgião-dentista, advogado e docente, traz propostas voltadas à saúde e educação pública.
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Professor Guilherme Amorim (UP): Docente e militante de movimentos sociais de esquerda.
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Tiago (Agir): Servidor público, microempresário e produtor rural.
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Zanata (PSTU): Professor da rede pública com atuação em frentes sindicais e populares.
O voto duplo impõe desafios específicos às bancadas partidárias. Partidos do mesmo campo ideológico precisam decidir se fazem dobradinhas formais ou se disputam isoladamente a preferência do eleitor.
No campo da direita, a presença de Michelle Bolsonaro e Bia Kicis no mesmo partido (PL) exige alinhamento para evitar a dispersão de votos dentro do próprio segmento. Na esquerda, a candidatura de Erika Kokay busca canalizar os votos progressistas em aliança com frentes comunitárias. Já a senadora Leila do Vôlei aposta na manutenção de uma base eleitoral pragmática para assegurar a recondução ao cargo.
Calendário eleitoral
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Primeiro turno: 4 de outubro de 2026
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Sistema de escolha: Votação majoritária simples em turno único
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Resultado: Os dois candidatos mais votados no DF tomam posse em fevereiro de 2027 para um mandato de oito anos (2027–2035).



