Celina Leão (PP) recebeu o apoio oficial do PSD à candidatura à reeleição ao Governo do Distrito Federal. A decisão foi anunciada pelo partido na segunda-feira (28), após José Roberto Arruda deixar a disputa pelo Palácio do Buriti por decisão da Justiça Eleitoral.
A governadora agradeceu aos candidatos da legenda à Câmara Legislativa e à Câmara dos Deputados e reconheceu que eles estiveram, até então, em um projeto eleitoral adversário. Segundo Celina, a mudança de posição ocorreu em um momento diferente da campanha e deve ser tratada com respeito.
Ela também atribuiu a aproximação às afinidades existentes entre os grupos e afirmou que o cenário exigia maturidade política para reunir forças que, até poucos dias antes, estavam em candidaturas distintas.
A decisão do PSD não incluiu Arruda. O ex-governador declarou no domingo (27) que não apoiaria Celina, mas a posição não afastou a possibilidade de a candidata tentar conquistar o voto dele.
“Estou pedindo, sim, o voto. É muito importante o voto dele”, afirmou Celina.
A declaração ocorreu após a retirada de Arruda alterar a configuração da disputa pelo GDF. Sem candidato próprio ao governo, a direção regional do PSD se reuniu e decidiu caminhar com Celina nos últimos dias da campanha.
Em nota, a legenda informou que a escolha representou a posição da Executiva Regional e dos candidatos proporcionais. O partido também agradeceu a Arruda pela participação na campanha e lamentou a decisão da Justiça Eleitoral que impediu a continuidade da candidatura.
O PSD justificou a adesão citando áreas que pretende priorizar a partir da aproximação com Celina. Entre elas estão saúde, educação, segurança, geração de emprego e renda, atendimento às famílias atípicas e regularização fundiária.
A situação fiscal do Distrito Federal e o BRB também foram incluídos na manifestação. O partido defendeu medidas para recuperar o equilíbrio das contas públicas e fortalecer o banco, além da restituição de valores que, segundo a legenda, teriam sido retirados indevidamente dos cofres públicos.
Com a decisão, Celina passou a contar na reta final da eleição com uma legenda que iniciou a campanha em uma candidatura adversária. Arruda, por sua vez, manteve posição diferente da direção partidária e não aderiu à governadora.



