As Eleições Gerais de 2026 contam com um novo componente de sustentabilidade. Às vésperas do primeiro turno, a usina fotovoltaica destinada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) entrou em operação no Distrito Federal.
Instalado em terreno da Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap), em parceria com a Companhia Energética de Brasília (CEB), o complexo permitirá à Corte compensar a totalidade de seu consumo elétrico anual e neutralizar emissões de gases de efeito estufa.
A estrutura reúne 5.628 módulos fotovoltaicos distribuídos em nove hectares, com potência instalada de 4,024 MWp. A capacidade estimada de geração é de 7,7 gigawatts-hora (GWh) ao ano — volume equivalente ao abastecimento de cerca de 1.830 residências com consumo médio mensal de 350 kWh.
Ao longo de 30 anos de vida útil projetados, a geração solar evitará a emissão bruta de 18,5 mil toneladas de dióxido de carbono CO₂. Mesmo considerando o impacto ambiental do ciclo de vida dos equipamentos e da infraestrutura, o benefício líquido acumulado alcançará 10,6 mil toneladas de CO₂. Em termos de compensação ambiental, a marca equivale ao sequestro de carbono proporcionado pelo cultivo de 176 mil árvores.
Além da eficiência energética, o projeto viabiliza a destinação funcional de um imóvel público com restrições para o aproveitamento imobiliário convencional. O empreendimento integra o modelo de geração compartilhada estruturado pela Terracap e a CEB para órgãos da Administração Pública, programa que também abrange o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Conselho da Justiça Federal (CJF).



