A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) utilizará recursos de monitoramento aéreo para ampliar a fiscalização durante o segundo turno das eleições, marcado para domingo (25). A operação contará com 15 drones distribuídos em pontos estratégicos do DF, com a missão de auxiliar na identificação de irregularidades e fornecer informações às equipes que atuarão nas ruas.
Entre as situações que poderão ser acompanhadas estão a prática de boca de urna, a distribuição de santinhos e outras possíveis infrações eleitorais. Os equipamentos também permitirão verificar denúncias à distância, ajudando a corporação a decidir quando e onde será necessário enviar policiais.
A escolha das áreas monitoradas foi feita com base nos registros do primeiro turno, reunidos pela PMDF em conjunto com o Tribunal Regional Eleitoral (TRE). A análise levou em consideração o histórico de ocorrências e o número de eleitores em cada local de votação.
A major Talita explicou que o planejamento busca direcionar o policiamento para regiões que exigem maior atenção. A intenção é combinar os dados levantados anteriormente com a observação em tempo real para tornar a fiscalização mais eficiente.
A corporação apresentou a estrutura da operação nesta quarta-feira (21), durante uma demonstração do Batalhão de Aviação Operacional (Bavop), realizada na área especial 10 da unidade.
Tecnologia ajuda a verificar denúncias
No primeiro turno, a PMDF recebeu pelo menos 60 denúncias de possíveis crimes eleitorais. Desse total, sete foram confirmadas. A experiência demonstrou a importância de verificar as informações antes de mobilizar equipes para atender a cada chamado.
Com os drones, os policiais poderão observar o cenário por meio de imagens transmitidas ao vivo. Dessa forma, o comando terá mais elementos para avaliar a necessidade de intervenção e organizar o deslocamento das viaturas.
A frota reúne três modelos de aeronaves: Mavic 3T, de pequeno porte; Matrice 30T, de porte intermediário; e Matrice 400RTK, de grande porte. Este último pode operar a uma distância de até 10 quilômetros e registrar imagens com alto nível de definição. Segundo a PMDF, o custo médio de uma unidade desse modelo é de R$ 250 mil.
O tenente Gutemberg ressaltou a capacidade de observação dos aparelhos, inclusive em locais afastados do ponto de operação. Ele citou como exemplo a possibilidade de decolar do Guará II e obter imagens da Torre de TV.
Outro recurso disponível é a câmera infravermelha, que permite identificar fontes de calor e pode contribuir para localizar suspeitos em situações de fuga. Os drones também dispõem de um sistema de laser invisível que auxilia na indicação de locais específicos.
Quando uma possível ocorrência é identificada, as coordenadas do ponto monitorado podem ser encaminhadas diretamente às viaturas. O procedimento facilita a localização do ponto indicado e ajuda os policiais a chegarem ao local com maior precisão.
Apesar do reforço tecnológico, a PMDF manterá o policiamento convencional em todos os locais de votação. Os drones atuarão de forma complementar, oferecendo suporte às equipes responsáveis pela segurança dos eleitores e pela fiscalização durante a votação.



