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Arquivo Público do DF amplia acesso à história de Brasília com ações culturais e educativas

Exposições, documentários e eventos aproximaram a população do patrimônio documental do DF

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Em 2025, o Arquivo Público do Distrito Federal (ArPDF) reforçou seu papel estratégico na preservação da memória da capital federal ao promover uma série de iniciativas voltadas à ampliação de acervos, ao fortalecimento institucional e à aproximação com a sociedade. Ao longo do ano, o órgão consolidou parcerias inéditas, promoveu ações culturais de grande alcance e ampliou o acesso público à história de Brasília.

Um dos principais marcos do período foi a cooperação firmada com a Casa da Arquitectura, em Portugal, que possibilitou a incorporação do espólio de Lúcio Costa ao acervo do ArPDF. O conjunto reúne plantas, esboços, fotografias e documentos do urbanista responsável pelo Plano Piloto, garantindo a preservação de materiais fundamentais para a compreensão da concepção urbanística da capital.

Além da ampliação de acervos, o ArPDF celebrou seus 40 anos de atuação com ações simbólicas e estruturantes. A data foi marcada pela inauguração de um mural artístico assinado por Fernando Elom, instalado na entrada da instituição. A obra dialoga com a história do Arquivo e representa um novo momento de valorização cultural e renovação do espaço público.

As comemorações pelos 65 anos de Brasília também integraram a agenda do Arquivo Público. Em 21 de abril, a instituição levou à Esplanada dos Ministérios a exposição “Alma e Concreto”, que prestou homenagem aos trabalhadores responsáveis pela construção da capital, destacando o esforço coletivo que deu forma à cidade.

O mês de junho concentrou uma série de atividades relevantes. O ArPDF recebeu o acervo histórico do Jornal de Brasília, ampliando o registro da memória da imprensa local. No mesmo período, a instituição promoveu visitas guiadas com autoridades e personalidades, além de participar da exibição do documentário “Brasília 65 anos – Do Sonho ao Concreto”, apresentado na Praça dos Três Poderes, em parceria com a Casa de Chá. Ainda em junho, o livro “Goyaz — Guia de Cartografia Histórica” foi entregue ao Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), e a parceria com estudantes do curso de arquitetura do Ceub resultou no lançamento de um catálogo temático.

No segundo semestre, o ArPDF ampliou sua atuação no apoio a projetos culturais e de pesquisa histórica. Em agosto, participou da inauguração da escultura de Roberto Burle Marx no Palácio da Justiça e colaborou com estudos que deram origem ao livro “Histórias de Sobradinho”. A instituição também realizou a doação de quadros raros com projetos de Lúcio Costa à Fazendinha JK, contribuindo para a difusão do patrimônio arquitetônico do Distrito Federal.

Em outubro, o Arquivo Público promoveu ações voltadas ao fortalecimento da área arquivística. Em parceria com o Arquivo Central da Universidade de Brasília (UnB), realizou a 1ª Jornada Arquivística do Planalto, reunindo especialistas para debater desafios e avanços do setor. O mês também marcou a adesão do ArPDF à Rede Nacional de Arquivos Audiovisuais do Ministério da Cultura, tornando-se o primeiro arquivo estadual a integrar a iniciativa. A entrega da pesquisa completa sobre Israel Pinheiro, figura central no processo de construção de Brasília, encerrou o ciclo de atividades.

No mês de novembro, em meio à reinauguração do Autódromo Internacional de Brasília, o ArPDF resgatou documentos e imagens históricas que ajudam a compreender a evolução do espaço e sua importância para a memória urbana da capital.

Para encerrar o ano, a instituição recebeu o acervo inédito de fotografias do arquiteto Stellio Seabra, autor do projeto do jardim de infância da 308 Sul, além de exemplares do livro “História de Sobradinho”, ampliando ainda mais o patrimônio documental sob sua guarda.

Para o superintendente do ArPDF, Adalberto Scigliano, o balanço de 2025 evidencia o compromisso da instituição com a preservação da memória pública. “Cada parceria, acervo incorporado ou ação desenvolvida ao longo do ano reforça o papel do Arquivo Público do Distrito Federal como guardião da história de Brasília, garantindo que esse patrimônio permaneça acessível às próximas gerações”, afirmou.

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