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Celina confirma primeira parcela de R$ 1 bilhão em venda de ativos do Master pelo BRB

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O Banco de Brasília (BRB) recebeu nesta quinta-feira (21) a primeira parcela, no valor de R$ 1 bilhão, referente à bilionária transferência de ativos oriundos do liquidado Banco Master para a gestora de recursos Quadra Capital.

A informação foi confirmada pela governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), em entrevista ao portal Metrópoles. Segundo a chefe do Executivo local, o aporte foi suficiente para sanar o estrangulamento de liquidez imediata enfrentado pela instituição financeira estatal, deslocando a prioridade da gestão para o reforço do capital social do banco.

A transação de R$ 20 bilhões em valor de face — reduzida para R$ 15 bilhões ao se aplicar o deságio das ações no mercado — prevê a injeção direta de R$ 4 bilhões no caixa do banco público. A expectativa do Palácio do Buriti é de que novos repasses, estimados entre R$ 2 bilhões e R$ 3 bilhões, sejam efetuados pela Quadra Capital até o encerramento deste mês. O saldo remanescente da operação, que oscila entre R$ 11 bilhões e R$ 12 bilhões, será estruturado no longo prazo por meio de cotas em fundos de investimento sob responsabilidade da própria gestora paulista.

O desmonte das carteiras herdadas do Master é visto pelo mercado como o principal pilar para estancar um rombo financeiro estimado em R$ 12,2 bilhões na estatal. A crise financeira do BRB eclodiu após a absorção de cartas de crédito falsas ou desprovidas de lastro — os chamados “títulos podres” — emitidos pelo Banco Master.

A instituição privada sofreu liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central (Bacen) em novembro de 2025. Investigações apontam que o dono do Master, Daniel Vorcaro, tentava utilizar a fusão integral e a cessão de ativos ao banco do DF como uma cortina de fumaça para ocultar as fraudes das quais é acusado.

A superação do nó de liquidez abre caminho para o plano de capitalização aprovado em assembleia de acionistas, que prevê um aumento do capital social do BRB de até R$ 8,8 bilhões, balizado pelas exigências prudenciais de solvência do Banco Central.

Do lado comprador, a Quadra Capital — que possui dez anos de trajetória no mercado de special situations e gerencia um portfólio de 44 fundos com R$ 3,9 bilhões sob custódia — consolida sua tese de investimentos focada em ativos altamente ilíquidos e em processos complexos de reestruturação de crédito de longo prazo.

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