O Distrito Federal deverá ampliar de 25 para 30 o número de escolas cívico-militares na rede pública. A abertura de cinco novas unidades foi anunciada pelo deputado distrital Roosevelt Vilela durante o Encontro de Amigos do Colégio Militar Dom Pedro II e recebeu o apoio da governadora Celina Leão.
Roosevelt colocou a expansão do modelo entre as pautas que pretende continuar defendendo. O parlamentar também ressaltou sua participação na regulamentação das escolas cívico-militares, já que é autor da lei que definiu as diretrizes para o funcionamento do projeto no DF. “Esse é um projeto que defendo desde o início e que precisa avançar. Já temos 25 escolas públicas funcionando nesse formato e participei da criação das regras que orientam essas unidades. Agora, a governadora autorizou a implantação do modelo em mais cinco escolas”, afirmou.
A manifestação de Celina durante o encontro seguiu na mesma direção. A governadora defendeu a continuidade da política e, ao tratar das decisões adotadas por sua gestão, afirmou que o governo está disposto a enfrentar assuntos que geram divergências políticas.
Um dos temas mencionados foi o atendimento à população em situação de rua. Celina voltou a defender a lei da internação involuntária e humanizada e recordou as críticas recebidas quando a medida foi apresentada.
A governadora também citou Roosevelt como aliado na defesa da proposta. “Quando apresentamos a internação involuntária e humanizada, recebemos ataques e chegaram a criar o termo ‘carrocinha da Celina’. Roosevelt esteve entre aqueles que enfrentaram essas críticas na tribuna e defenderam nossa decisão de agir diante de uma situação que vinha sendo deixada sem uma resposta efetiva”, declarou.
A fala também incluiu críticas ao PT. Celina afirmou que o número de pessoas em situação de rua no Brasil teria dobrado durante quatro anos de governo petista, passando de aproximadamente 200 mil para 400 mil. “Estamos falando de um número que passou de 200 mil para 400 mil pessoas vivendo nas ruas. Entendo que existe uma política que acaba mantendo as pessoas sem oportunidades para mudar de vida e, consequentemente, presas a uma escolha política. É justamente esse ciclo que precisamos romper”, afirmou.
Na educação, a sinalização feita durante o encontro foi de continuidade da expansão do modelo cívico-militar. Caso as cinco unidades anunciadas sejam implantadas, a rede do Distrito Federal chegará a 30 escolas nesse formato.



