A vice-governadora do Distrito Federal e pré-candidata ao Palácio do Buriti, Celina Leão (PP), foi uma das primeiras lideranças políticas do DF a se manifestar neste sábado (3) sobre os ataques atribuídos aos Estados Unidos contra a Venezuela. Para ela, a ofensiva internacional pode sinalizar o início do fim do regime comandado por Nicolás Maduro.
Celina afirmou que o cenário atual expõe o desgaste de um governo que, segundo sua avaliação, manteve a população venezuelana sob restrições severas de liberdade e aprofundou a crise social e econômica do país ao longo dos últimos anos. Na leitura da vice-governadora, o episódio marca um ponto de inflexão na história recente da Venezuela.
Repercussão no DF
A declaração de Celina ocorre após relatos de explosões em Caracas durante a madrugada, que levaram o governo venezuelano a decretar estado de emergência. A tensão aumentou após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que forças norte-americanas teriam capturado Maduro.
A incerteza sobre o paradeiro do presidente venezuelano foi reforçada por declarações da vice-presidente Delcy Rodríguez, que afirmou não ter informações sobre onde Maduro estaria e cobrou do governo norte-americano a apresentação de uma prova de vida.
Críticas da oposição
Em sentido oposto, o ex-deputado federal Leandro Grass (PT) condenou os bombardeios. Em publicação nas redes sociais, ele reforçou a posição histórica do Brasil em defesa da soberania nacional e alertou para os riscos da intervenção militar na América Latina.
“O Brasil é de paz. Sempre defendeu a soberania dos povos. Bombardeios em território estrangeiro violam o direito internacional, criam precedentes perigosos e ameaçam a América Latina como zona de paz. Sob a liderança do presidente, nosso país buscará o diálogo”, escreveu.




