Não precisou gritar. Não precisou atacar. Bastou uma frase. Nesta terça-feira (20), a governadora do Distrito Federal Celina Leão (PP) respondeu ao ex-governador Ibaneis Rocha (MDB) — que horas antes havia postado um vídeo ao lado da cúpula do MDB sinalizando candidatura própria ao GDF — com uma declaração que atravessou os bastidores políticos de Brasília como uma faca: “Sucessão nunca será submissão.”
A frase diz tudo. Celina não governa como extensão de nenhum mandato anterior. Não está aqui para proteger projetos eleitorais de terceiros. Está aqui para resolver os problemas do Distrito Federal — e fez questão de deixar isso claro para quem precisava ouvir.
O que ninguém queria dizer — Celina disse
Desde que assumiu o Palácio do Buriti, Celina enfrentou em silêncio uma herança que poucos ousavam nomear. Nesta terça, ela nomeou. Publicamente. Sem rodeios.A governadora confirmou que herdou uma crise grave no BRB e um rombo bilionário nas contas públicas.
“Tenho trabalhado dia e noite para resolver todos esses problemas, tomando decisões que, às vezes, desagradam a muitos”, disse. Quem está preocupado com gestão fala assim. Quem está preocupado com eleição fala de outra forma.
Na rua, nas obras, perto do povo
Enquanto o debate político ferve nos bastidores, Celina segue na rua. Desde que assumiu, intensificou agendas nas regiões administrativas, acelerou obras, assinou ordens de serviço e manteve presença constante junto à população. É o tipo de governante que aparece antes, durante e depois da crise — não só na véspera da eleição.
Aliados que acompanham o dia a dia do governo avaliam que a governadora tem mostrado equilíbrio e coragem ao enfrentar temas considerados sensíveis. Ela não desviou do BRB. Não fingiu que as contas estavam em ordem. Encarou.
O recado final e o mais certeiro
No encerramento do pronunciamento, Celina entregou a frase que resumiu tudo com precisão cirúrgica. Sem citar nomes. Sem precisar.
O governo de Celina Leão tem nome, tem endereço e tem voz. E essa voz deixou claro, nesta terça-feira (20), que não governa para agradar ,governa para entregar. O DF merece isso. E ela sabe disso.



