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InícioDistrito FederalCelina reage a questionamento sobre Arruda “Isso faz parte da história dele”

Celina reage a questionamento sobre Arruda “Isso faz parte da história dele”

Governadora evitou comentar mérito da impugnação e afirmou que o assunto deve ser respondido pela defesa do candidato

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A governadora Celina Leão (PP) afirmou que a situação jurídica de José Roberto Arruda (PSD) deve ser tratada pelo próprio candidato e por seus advogados. Nesta quinta-feira (20), durante passagem pelo Núcleo Bandeirante, ela foi questionada sobre a tentativa do Ministério Público Eleitoral de impedir que o ex-governador dispute novamente o comando do Distrito Federal.

Celina, que concorre à reeleição, preferiu não avaliar o pedido apresentado contra Arruda. Disse que está concentrada na campanha e que não cabe a ela comentar a estratégia jurídica de outro candidato. “Eu não gostaria de comentar a impugnação de outro candidato. Acho que quem tem que comentar é o advogado, o jurídico dele. Eu estou muito concentrada no meu trabalho. Ele tem uma batalha jurídica para enfrentar. Isso faz parte da história dele, não da minha”, afirmou.

O questionamento ocorreu após a Procuradoria Regional Eleitoral no Distrito Federal acionar a Justiça Eleitoral contra o registro de Arruda. O órgão, que integra o Ministério Público Federal (MPF), defende que o político ainda cumpre período de inelegibilidade e não reúne condições para participar da eleição deste ano.

A controvérsia passa pelas mudanças feitas na Lei da Ficha Limpa. Mesmo com a flexibilização das regras, a Procuradoria argumenta que as condenações de Arruda confirmadas em segunda instância continuam produzindo efeitos eleitorais.

Pelos cálculos apresentados na impugnação, o impedimento termina somente em dezembro de 2030. A data deixaria Arruda não apenas fora da eleição de 2026, mas também da disputa seguinte pelo Palácio do Buriti.

Isso ocorre porque os eleitores irão às urnas em outubro de 2030, antes, portanto, do término do prazo apontado pelo Ministério Público. Nesse cenário, a primeira eleição para o GDF após o fim da inelegibilidade seria a de 2034.

A Procuradoria sustenta, ainda, que as condenações não têm conexão entre si, argumento utilizado pelo órgão para fundamentar a contagem dos períodos de inelegibilidade.

As decisões judiciais mencionadas no caso estão ligadas a episódios investigados pela Operação Caixa de Pandora. A investigação apurou um esquema de pagamento de propina entre agentes públicos e empresas que mantinham contratos com o Governo do Distrito Federal. Arruda ocupava o Palácio do Buriti quando o caso foi revelado e chegou a ser preso em 2010, no começo das apurações.

A situação agora será decidida pela Justiça Eleitoral. Arruda rejeita a interpretação apresentada pelo Ministério Público e sustenta que sua candidatura está de acordo com a legislação.

O ex-governador também indicou que pretende continuar na corrida eleitoral. Ao reagir à impugnação, defendeu que a definição política seja feita pelos eleitores. “Quem não tem medo do voto enfrenta as urnas”, disse Arruda.

Até o julgamento do pedido, o registro permanece sob análise da Justiça Eleitoral. Caberá ao tribunal decidir se os argumentos apresentados pelo Ministério Público impedem ou não a participação de Arruda na disputa pelo GDF.

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