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Celina reforça autonomia política e apresenta planos para segundo mandato em entrevista à CNN

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A governadora Celina Leão (PP) aproveitou a entrevista à CNN Brasil nesta segunda-feira (17) para fazer mais do que um balanço dos primeiros meses no comando do Distrito Federal.

Ao longo da conversa, ela procurou desenhar os contornos de uma candidatura própria à reeleição, com uma mensagem central: a de que sua gestão não deve ser confundida com a administração de Ibaneis Rocha (MDB), de quem foi vice-governadora por oito anos.

Primeira candidata ao Palácio do Buriti entrevistada pela emissora na série dedicada às eleições de 2026, Celina percorreu temas que devem ocupar espaço na campanha. O BRB, a saúde, a educação, a segurança e a população em situação de rua apareceram ao lado de uma questão essencial para sua candidatura: até onde vai o legado de Ibaneis e onde começa o governo de Celina.

Foi nesse ponto que a governadora foi mais direta. Ao falar sobre o ex-governador, afirmou: “Eu fui vice do Ibaneis, eu não fui governadora do Ibaneis.” A frase funciona como uma síntese da tentativa de preservar a parceria política sem carregar integralmente o peso das decisões tomadas nos dois mandatos anteriores.

Celina reconheceu avanços da gestão de Ibaneis, principalmente em infraestrutura, mas rejeitou a ideia de responder por erros que não foram cometidos sob seu comando. “Eu não sou obrigada a assumir o erro de ninguém”, afirmou.

Saúde no centro da campanha

A  saúde apareceu como uma das áreas que Celina pretende transformar em prioridade de um eventual segundo mandato.

A governadora mencionou a contratação de profissionais, a ampliação do atendimento e o acompanhamento das cirurgias realizadas pela rede pública. O discurso procurou apresentar a saúde a partir da porta de entrada do sistema, e não apenas dos hospitais.

“A saúde começa na UBS ao lado dessa casa. A urgência e emergência são nas nossas UPAs”, afirmou.

Na educação, Celina adotou uma postura diferente. Defendeu a qualidade dos profissionais e da rede pública do DF, mas reconheceu que os resultados educacionais ainda precisam avançar. O Ideb foi citado como um dos indicadores que precisam melhorar.

“Eu não tenho dúvida que eu tenho os melhores profissionais do Brasil, que a gente tem a melhor rede pública do Brasil”, disse. “Aquilo que a gente precisa melhorar, que é no Ideb, a gente vai melhorar.”

Segurança e população em situação de rua

Outro tema levado para a entrevista foi a população em situação de rua. Celina defendeu as políticas de acolhimento e atendimento adotadas pelo governo e destacou a existência de uma legislação específica para organizar as ações do poder público.

A governadora também sustentou que o problema não pode ser tratado apenas como uma questão de assistência social, mas exige medidas práticas e presença do Estado.

Na segurança pública, manteve a defesa de uma atuação mais efetiva do governo e de políticas capazes de enfrentar os problemas que afetam diferentes regiões do Distrito Federal.

Recado a Arruda

A disputa eleitoral apareceu de forma mais explícita quando Celina comentou a candidatura do ex-governador José Roberto Arruda (PSD). Sem deixar o tema de lado, ela criticou a velha lógica de que resultados administrativos poderiam compensar eventuais irregularidades cometidas por agentes públicos.“Brasília mudou, a cidade mudou”, afirmou. Ainda  completou , a política local precisa superar a lógica do “rouba mas faz”.

 

 

 

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