spot_img
InícioGeralDF alcança maior índice do Brasil em ações de combate ao bullying...

DF alcança maior índice do Brasil em ações de combate ao bullying nas escolas

Pesquisa do MEC aponta que 91,65% das unidades da rede realizam iniciativas frequentes de cultura de paz

Publicado em

- Publicidade -
- Publicidade - spot_imgspot_imgspot_imgspot_img
- Publicidade -

O Distrito Federal lidera o país na adoção de ações frequentes de prevenção ao bullying e a outras formas de violência no ambiente escolar. Levantamento nacional divulgado pelo Ministério da Educação (MEC) mostra que 91,65% das escolas do DF desenvolvem iniciativas regulares voltadas à promoção da cultura de paz, o maior percentual entre todas as unidades da Federação. No cenário nacional, 82,24% das escolas afirmaram realizar esse tipo de ação com muita frequência.

Os dados fazem parte do Caderno de Práticas Exitosas em Educação para a Paz, estudo que reuniu informações de 93.574 escolas em todo o Brasil. O levantamento evidencia o avanço de políticas públicas voltadas à prevenção da violência nas escolas e coloca a rede pública do Distrito Federal como referência nacional nesse tipo de iniciativa.

De acordo com a chefe da Assessoria Especial de Cultura de Paz da Secretaria de Educação do Distrito Federal, Ana Beatriz Goldstein, o resultado reflete um trabalho que vem sendo consolidado ao longo dos últimos anos dentro das unidades de ensino. “Esse levantamento reforça algo que já observamos no dia a dia das escolas. A rede tem investido de forma consistente na preparação dos professores e no desenvolvimento de estratégias educativas para lidar com conflitos de maneira preventiva e pedagógica”, afirma.

Para a secretária de Educação do DF, Hélvia Paranaguá, a construção de ambientes escolares mais seguros depende de políticas contínuas e de integração entre diferentes instituições. “O combate à violência nas escolas não acontece com medidas isoladas. É necessário planejamento, capacitação permanente dos profissionais e cooperação entre várias áreas do poder público. Esse conjunto de ações tem permitido fortalecer a convivência nas escolas do Distrito Federal”, destaca.

A política é coordenada pela Assessoria Especial de Cultura de Paz da Secretaria de Educação, responsável por articular iniciativas dentro da rede e manter diálogo com instituições parceiras. Segundo Ana Beatriz Goldstein, a atuação integrada tem sido um dos fatores decisivos para os resultados alcançados.

“O diferencial do DF está na atuação conjunta. A Secretaria de Educação trabalha em parceria com órgãos de segurança, com o Ministério Público e também com diferentes áreas internas da própria rede. Essa articulação amplia a capacidade de prevenção dentro das escolas”, explica.

Entre as iniciativas desenvolvidas está o programa NaMoral, realizado em parceria com o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). O projeto trabalha temas como ética, cidadania e convivência respeitosa com estudantes e educadores.

Além disso, a Secretaria de Educação mantém cooperação com a Polícia Federal e com a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF), promovendo ações educativas, palestras e acompanhamento de situações consideradas sensíveis no ambiente escolar.

A política também valoriza experiências desenvolvidas pelas próprias escolas. Em Planaltina, algumas unidades adotaram práticas de Justiça Restaurativa voltadas à mediação de conflitos entre estudantes. No Guará, o projeto GG promove atividades relacionadas à cultura do respeito e da convivência. Já em Taguatinga, o Centro de Ensino Médio Escola Industrial de Taguatinga (Cemeit) tem investido em estratégias de escuta ativa e no fortalecimento do protagonismo juvenil.

Essas experiências serão tema de uma transmissão ao vivo prevista para abril, iniciativa que busca compartilhar boas práticas com toda a rede pública de ensino. Para a secretária Hélvia Paranaguá, a troca de experiências entre as escolas contribui para ampliar as estratégias de prevenção e fortalecer a cultura de paz no ambiente educacional.

“Além de transmitir conhecimento, a escola também tem papel fundamental na formação cidadã. Ao investir em programas estruturados, qualificação dos profissionais e parcerias institucionais, conseguimos garantir espaços mais seguros e acolhedores para os estudantes”, conclui.

Últimas notícias

LEIA TAMBÉM