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DF amplia formação tecnológica e direciona jovens para nova economia digital

Pró-Jovem Digital abre vagas e aposta em áreas de alta demanda e trabalho remoto

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A abertura de 1.568 vagas em cursos gratuitos de tecnologia pelo Governo do Distrito Federal reposiciona a política de qualificação profissional como eixo central da gestão. A nova etapa do Pró-Jovem Digital, lançada nesta quinta-feira (30), foi apresentada pela governadora em exercício, Celina Leão, como uma resposta direta às mudanças no mercado de trabalho e à necessidade de preparar a juventude para um cenário cada vez mais digital.

Diferentemente de programas tradicionais de capacitação, a iniciativa concentra esforços em áreas com alta demanda e rápida expansão, como inteligência artificial, marketing digital, e-commerce e produção de conteúdo. A avaliação do governo é de que essas frentes oferecem não apenas maior empregabilidade, mas também possibilidades concretas de geração de renda de forma autônoma.

Ao comentar o alcance do programa, Celina destacou que a proposta vai além da qualificação básica. “Não se trata apenas de oferecer cursos. Estamos falando de fornecer ferramentas reais para que esses jovens consigam trabalhar, empreender e gerar renda. A tecnologia permite isso hoje, inclusive com oportunidades fora do Distrito Federal”, afirmou.

A governadora também vinculou o programa ao recente avanço institucional na área de inovação. “O DF está se estruturando para uma nova realidade digital. Criamos uma secretaria específica para governança digital porque entendemos que esse é um caminho sem volta. E isso precisa vir acompanhado da formação de pessoas preparadas”, disse.

A nova fase será executada em 14 etapas, distribuídas em 12 regiões administrativas, com reforço de turmas em Ceilândia e no Recanto das Emas. A estratégia busca descentralizar o acesso e alcançar públicos historicamente afastados de iniciativas de qualificação tecnológica.

Os cursos presenciais terão carga horária de 80 horas e serão ofertados em regiões como Santa Maria, Fercal, Gama, Taguatinga, Planaltina, São Sebastião, Itapoã, Plano Piloto, Riacho Fundo II e Sobradinho II. Paralelamente, o programa mantém uma frente digital, com conteúdos disponibilizados gratuitamente no YouTube, ampliando o alcance da formação.

A proposta pedagógica inclui, além do conteúdo técnico, o desenvolvimento de competências como criatividade, pensamento crítico, inovação e autonomia, consideradas essenciais em um mercado de trabalho em constante transformação.

O secretário da Família, Rafael Mazzaro, avalia que o diferencial do programa está na conexão direta com as exigências do setor produtivo. “Estruturamos os cursos com base no que o mercado realmente exige hoje. O jovem conclui a formação com conhecimentos aplicáveis, com condições reais de conquistar uma vaga ou iniciar uma atividade própria”, explicou.

Na mesma linha, a secretária da Juventude, Fabiana Lacerda, destacou que os resultados já começam a aparecer. “Já temos jovens que passaram pelo programa e hoje estão trabalhando ou gerando renda. Isso mostra que a política pública está funcionando e alcançando quem mais precisa”, afirmou.

Para reduzir a evasão, o programa oferece auxílio-transporte e alimentação aos participantes das turmas presenciais. Outro incentivo é o sorteio de um notebook, ao final de cada etapa, entre os cinco alunos com melhor desempenho.

Na fase anterior, mais de 1.500 jovens foram formados presencialmente. No ambiente online, o conteúdo superou 18 mil visualizações e acumulou mais de 130 horas assistidas, indicando a crescente demanda por qualificação digital no Distrito Federal.

Ao apostar na formação tecnológica como política pública, o governo busca não apenas ampliar oportunidades individuais, mas também alinhar o DF a uma economia cada vez mais baseada em inovação, conectividade e trabalho remoto.

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