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DF aposta em parceria com população para fortalecer videomonitoramento

Câmeras voltadas para áreas públicas podem ser conectadas ao DF 360 e auxiliar no combate à criminalidade

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A tecnologia passou a ser uma aliada ainda mais importante no reforço da segurança pública do Distrito Federal. O programa DF 360 – Segurança Integral permite que moradores, condomínios, empresas e instituições compartilhem, de forma voluntária e sem custos, as imagens de câmeras voltadas para ruas e demais áreas de acesso público, ampliando a capacidade de monitoramento utilizada pelas forças de segurança.

A proposta é criar uma rede colaborativa de videomonitoramento, reunindo equipamentos instalados em imóveis privados para dar suporte às ações policiais. As imagens podem contribuir tanto para a prevenção de crimes quanto para o atendimento de ocorrências e a produção de provas em investigações, sempre dentro das normas previstas pelo programa.

O compartilhamento faz parte da estrutura do DF 360, plataforma que concentra diferentes ferramentas tecnológicas voltadas à segurança. Além das câmeras integradas, o sistema opera com recursos de reconhecimento facial, leitura automática de placas de veículos e integração de informações produzidas por diversos órgãos públicos, permitindo uma atuação mais rápida e coordenada.

Podem aderir ao programa pessoas físicas e jurídicas. O credenciamento está aberto para condomínios residenciais, estabelecimentos comerciais, universidades, agências bancárias, empresas de segurança privada, entidades públicas e privadas, organizações da sociedade civil e demais instituições que possuam equipamentos compatíveis.

A inscrição é feita pela internet, no portal oficial do DF 360, por meio da opção destinada ao cadastramento de câmeras. Pessoas jurídicas devem informar os dados da instituição, o número do CNPJ e os dados do representante legal. Quando o serviço de monitoramento é administrado por empresa terceirizada, também é necessário apresentar os termos de cessão de uso de imagem assinados tanto pela instituição quanto pela empresa responsável.

Antes da integração, os equipamentos passam por uma análise técnica. Entre as exigências estão câmeras direcionadas exclusivamente para áreas públicas ou de uso comum, resolução mínima de 1 megapixel (720p), transmissão via protocolo RTSP, funcionamento permanente, capacidade de gravar imagens por pelo menos sete dias, taxa mínima de 15 quadros por segundo, compatibilidade para acesso remoto e utilização de conexões criptografadas com protocolos de segurança da informação.

Não existe prazo único para aprovação do cadastro, já que o tempo de análise depende das características técnicas apresentadas em cada solicitação.

O acesso às imagens é restrito às forças de segurança e ocorre exclusivamente para finalidades relacionadas à segurança pública. A plataforma prevê mecanismos de auditoria, controle de acesso e confidencialidade, além de exigir que o monitoramento preserve a privacidade de residências e ambientes particulares.

A participação no programa pode ser encerrada a qualquer momento por solicitação do responsável pela câmera. A integração também poderá ser descontinuada caso os equipamentos deixem de atender às condições estabelecidas ou haja impedimentos para a continuidade da cooperação.

O portal do DF 360 reúne todas as informações sobre o processo de adesão, os requisitos técnicos e a documentação necessária, além de disponibilizar atendimento via WhatsApp para orientar os interessados.

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