O atendimento a pacientes renais no Distrito Federal passa por uma reconfiguração que tende a reduzir gargalos históricos no sistema hospitalar. A reorganização dos serviços de nefrologia em unidades estratégicas da rede pública inaugura uma nova etapa na forma como o tratamento dialítico é incorporado ao funcionamento dos hospitais.
Em vez de atuar como um serviço dependente de encaminhamentos ou estruturas externas, a hemodiálise passa a fazer parte da resposta clínica imediata dentro das próprias unidades. A mudança permite que o cuidado seja prestado de forma mais contínua, sem necessidade de deslocamentos ou etapas intermediárias.
Segundo a diretora de Serviços de Internação da Secretaria de Saúde, Emanuelle Lustosa, a reorganização fortalece a autonomia hospitalar. “O paciente pode receber o tratamento no mesmo local onde já está sendo acompanhado, o que reduz a fragmentação do atendimento”, afirma.
No Hospital Regional do Gama, a presença do suporte dialítico dentro da unidade contribui para uma utilização mais eficiente dos leitos, ao evitar que pacientes permaneçam internados apenas à espera do procedimento.
Já em Taguatinga, a modernização do setor amplia a regularidade do atendimento e melhora as condições para o acompanhamento de longo prazo de pacientes crônicos.
Para o médico Gladson Paiva, responsável técnico da área, a mudança reforça a segurança do cuidado. “A disponibilidade da estrutura dentro do hospital permite que o tratamento aconteça de forma mais previsível”, explica.
A reorganização também é percebida por quem depende do serviço de forma contínua. A paciente Ana Selma Carvalho relata que a nova estrutura trouxe mais tranquilidade durante as sessões. “O ambiente está melhor e o atendimento ficou mais organizado”, diz.
Ao internalizar o suporte dialítico, a rede pública avança na integração entre tratamento especializado e rotina hospitalar. A expectativa é de que a medida contribua para maior fluidez no atendimento e melhor aproveitamento da capacidade assistencial.




