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DF registra maior número de suspensões de CNH da história

Mais de 10,6 mil motoristas perderam o direito de dirigir após modernização dos sistemas do Detran

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O Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) encerrou o último ano com um dado inédito na área de fiscalização: mais de dez mil motoristas tiveram a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) suspensa, número jamais alcançado pelo órgão. Ao todo, 10.628 condutores perderam temporariamente o direito de dirigir, resultado que representa um aumento de 23,9% em relação a 2024, quando foram registradas 8.574 suspensões.

A elevação não está relacionada apenas ao aumento de infrações, mas principalmente a uma mudança estrutural na forma como o Detran conduz os processos administrativos. A virada ocorreu com a implantação do sistema Sober, uma plataforma digital que reorganizou por completo a tramitação das penalidades. Antes da ferramenta, grande parte do trabalho era manual, envolvendo impressão de relatórios, conferências físicas e etapas fragmentadas de registro e notificação.

Com o novo modelo, o acompanhamento das infrações passou a ser feito de maneira automatizada. O sistema identifica, de forma contínua, os condutores que extrapolam os limites legais de pontuação ou que cometem infrações que geram suspensão imediata da CNH. Essas informações são encaminhadas diretamente para o Sistema Eletrônico de Informações (SEI), reduzindo o tempo entre a infração e a abertura do processo.

Segundo o gerente de Controle e Registro de Penalidades do Detran-DF, Rodrigo Xavier, a digitalização ampliou a capacidade de análise do órgão. “A plataforma permitiu mais controle, menos retrabalho e maior segurança nas decisões administrativas. Isso fez com que processos que antes levavam meses passassem a tramitar de forma muito mais eficiente”, destaca.

A legislação prevê a suspensão da habilitação em três situações: por decisão judicial, pela prática de infrações específicas ou pelo acúmulo excessivo de pontos. Entre as condutas que resultam em penalidade direta estão dirigir sob influência de álcool, recusar o teste do bafômetro, realizar manobras perigosas e ultrapassar em mais de 50% o limite de velocidade permitido. Já no sistema de pontos, o bloqueio ocorre quando o motorista atinge 20 pontos com duas infrações gravíssimas, 30 pontos com uma gravíssima ou 40 pontos no total.

Após a instauração, o processo administrativo pode se estender por até cinco anos. Concluído o trâmite, a penalidade é registrada no prontuário do condutor e passa a constar também na CNH digital. Entre agosto e novembro de 2024, cerca de 7,3 mil processos de suspensão foram analisados com apoio do novo sistema.

Para o Detran-DF, o avanço tecnológico vai além da eficiência interna. “O objetivo é reforçar a ideia de que comportamentos de risco no trânsito têm consequências reais. A aplicação efetiva das penalidades contribui para uma mudança gradual de postura dos condutores”, avalia Rodrigo Xavier.

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