Um dos cartões-postais mais emblemáticos e queridos de Brasília, o Parque da Cidade Sarah Kubitschek completa 47 anos neste sábado (11). Espaço de lazer, esporte, convivência e lembranças afetivas, o parque atravessa gerações e continua sendo ponto de encontro de famílias, atletas e trabalhadores que encontram ali um refúgio em meio à rotina da capital.
Ao longo de quase cinco décadas, o parque passou por várias transformações. Sob a atual gestão do Governo do Distrito Federal (GDF), os frequentadores têm encontrado um ambiente mais estruturado e bem cuidado, com melhorias que reforçam o status do local como símbolo da cidade.
Entre as intervenções recentes estão o novo cercamento, a troca completa da iluminação por lâmpadas de LED, a recuperação de brinquedos, a remoção de equipamentos danificados e a construção de rampas de acessibilidade. O Castelinho foi reformado, a Ponte dos Cadeados restaurada e a segurança, reforçada. Também foram revitalizados os banheiros e está prevista a instalação de um playground inclusivo.
As obras de modernização contemplaram ainda a ampliação das pistas e ciclovias e a recuperação das quadras esportivas. Um dos anúncios mais esperados é o retorno da icônica Piscina com Ondas — totalmente reformulada e com novidades, como rio lento, piscinas infantis e novas áreas de convivência. O investimento total foi de R$ 18,2 milhões.
Mais de duas mil árvores foram plantadas em parceria com a Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap), substituindo antigos pinheiros retirados por questões de segurança. A Praça Eduardo e Mônica, no Estacionamento 10, ganhou cara nova, e a academia pública, reaberta em junho do ano passado, voltou a atrair brasilienses de todas as idades.
Inaugurado em 11 de outubro de 1978, o parque foi originalmente batizado como Rogério Pithon Farias, em homenagem ao filho do então governador, morto em um acidente de carro. Em 1997, recebeu o nome atual, em tributo à ex-primeira-dama Sarah Kubitschek .
O projeto urbanístico do Parque da Cidade leva a assinatura de Lúcio Costa, com edificações de Oscar Niemeyer e Glauco Campelo, azulejos de Athos Bulcão e paisagismo de Burle Marx. Com seus 420 hectares de área verde, é considerado o maior parque urbano da América Latina.
Desde então, o Parque da Cidade se consolidou como o coração de Brasília, reunindo quadras poliesportivas, lagos, pedalinhos, kartódromo, centro hípico, aluguel de bicicletas e uma infinidade de atividades que fazem parte da rotina candanga.
Mais que um parque, um espelho de Brasília
O Parque da Cidade é mais do que um espaço de lazer: é o retrato vivo de Brasília em movimento. Entre caminhadas ao amanhecer, risadas de crianças e o som das rodas de bicicleta cruzando o asfalto, o parque guarda a essência de uma cidade planejada, mas profundamente humana.
Lá, o tempo parece desacelerar e cada árvore, cada lago, cada pista conta um pedaço da história de quem cresceu, sonhou ou simplesmente respirou sob o céu amplo da capital.
Aos 47 anos, o Parque da Cidade segue sendo o quintal coletivo de Brasília , um lugar onde a modernidade e a memória caminham lado a lado.




