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Equipes especializadas vão atuar no manejo do fogo em áreas de conservação do DF

Plano prevê intervenções em 13 unidades ambientais até junho

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O Distrito Federal antecipou as ações de enfrentamento aos incêndios florestais e já iniciou uma série de intervenções em áreas ambientais antes da chegada do período de seca. A estratégia aposta no uso controlado do fogo como ferramenta para evitar queimadas de grandes proporções nos próximos meses.

Coordenada pelo Instituto Brasília Ambiental, a iniciativa será aplicada em 13 unidades de conservação entre maio e junho. A proposta é reduzir o volume de vegetação seca acumulada, considerada um dos principais fatores que intensificam incêndios durante a estiagem.

As primeiras ações ocorrem no Parque Ecológico do Tororó, onde equipes realizam a abertura de aceiros para conter possíveis chamas, e na Estação Ecológica Águas Emendadas, que recebe a aplicação da queima prescrita em área previamente definida e monitorada.

De acordo com o presidente do Brasília Ambiental, Gutemberg Gomes, a técnica é utilizada de forma estratégica para evitar danos maiores no futuro. “A gente realiza esse manejo antes da seca, quando ainda há umidade no solo, o que permite manter o controle do fogo e direcionar a ação principalmente para espécies invasoras”, afirmou.

O gestor destacou que o foco é reduzir a presença de gramíneas exóticas, como a braquiária, que contribuem para a propagação de incêndios mais intensos. “Essas plantas acumulam muito material inflamável e, quando queimam, geram chamas mais altas e duradouras, o que pode agravar bastante os incêndios e afetar áreas sensíveis”, explicou.

Segundo ele, além de diminuir o risco, as intervenções também ajudam a proteger regiões mais vulneráveis dentro das unidades. “Essas áreas funcionam como uma espécie de barreira, protegendo ambientes importantes, como veredas e matas nativas do Cerrado”, completou.

A ação faz parte do planejamento anual de prevenção e mobiliza equipes especializadas para atuar de forma controlada. A expectativa é reduzir a ocorrência de grandes incêndios e preservar o Cerrado ao longo do período mais crítico do ano.

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