A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) subiu o tom neste sábado, 9, ao diagnosticar o que classifica como uma “estrutura profissionalizada” de difamação operando nos bastidores do poder em Brasília.
Em entrevista ao programa Vozes da Comunidade, a parlamentar detalhou a existência de uma suposta rede de influenciadores e portais digitais contratados para paralisar investigações sobre o Banco Master e a gestão anterior do BRB por meio da desconstrução de imagem de autoridades e parlamentares.
Damares afirmou que influenciadores digitais, blogs e páginas de notícias teriam sido contratados para promover campanhas de desgaste político e manipulação de narrativas. Segundo ela, a atuação desse grupo deixou de ser um simples embate político e passou a operar de forma coordenada.
“Todas as pessoas que começaram a investigar o Banco Master passaram a sofrer ataques orquestrados”, declarou a senadora durante a entrevista.
A parlamentar procurou diferenciar publicidade institucional legítima de práticas que, segundo ela, extrapolam os limites da comunicação política. “Uma coisa é o patrocínio institucional, algo legal e legítimo. Outra coisa é contratação de grandes influenciadores para desconstrução de imagens”, afirmou.
Damares relatou que ela própria passou a ser alvo frequente de campanhas digitais após se posicionar sobre o tema. Segundo a senadora, trechos de falas públicas vêm sendo retirados de contexto para alimentar ataques coordenados nas redes sociais.
“Pegam falas minhas, distorcem conteúdos e criam narrativas absurdas. Existe algo coordenado acontecendo”, disse.
A fala ocorre em meio ao aumento da pressão política no Senado para aprofundar as investigações sobre o Banco Master. Nos bastidores, parlamentares articulam a abertura de uma CPI para apurar operações financeiras, contratos e possíveis conexões políticas envolvendo a instituição.
Durante a entrevista, Damares afirmou que integrantes da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) defendem o compartilhamento de informações da Polícia Federal relacionadas à atuação de influenciadores digitais e estruturas de comunicação financiadas no DF.
“Nós pedimos compartilhamento das investigações da Polícia Federal com relação a influenciadores que estão recebendo para fazer desconstrução”, afirmou.
A senadora também associou o avanço das investigações ao aumento da tensão política local. Segundo ela, a reação aos trabalhos de apuração teria se espalhado para além do Banco Master, alcançando também setores ligados à antiga gestão do BRB.
“Quem começou a investigar ou se opôs aos antigos líderes do BRB e do Banco Master começou a receber ataques coordenados”, declarou.
A senadora Damares indicou ainda que o foco das investigações não deve se limitar aos operadores financeiros, mas alcançar também quem atua na propagação dos ataques.
“Se a CPI acontecer, quem está envolvido com essa desconstrução de imagens de autoridades vai ter muito problema, porque nós vamos chegar neles”, afirmou.
A declaração amplia a pressão sobre o caso em um momento em que o Senado intensifica movimentos para ampliar o alcance das apurações envolvendo o Banco Master e possíveis ramificações políticas no DF.
Veja a entrevista na íntegra



