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GDF injeta R$ 43 milhões na manutenção da rede pública de saúde e promete acelerar reparos em hospitais e UBSs

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Problemas recorrentes que há anos fazem parte da rotina de pacientes e profissionais da rede pública de saúde do Distrito Federal, como torneiras quebradas, portas danificadas e equipamentos sem manutenção, poderão ter solução mais rápida nos próximos meses. O Governo do Distrito Federal anunciou a destinação de R$ 43 milhões para reforçar contratos de manutenção da rede, numa tentativa de acelerar reparos e melhorar as condições de funcionamento das unidades.

O anúncio foi feito nesta segunda-feira (1º) pela governadora Celina Leão durante a abertura do programa GDF na Sua Porta, em Ceilândia.

Segundo a chefe do Executivo, o contrato de manutenção já existia, mas operava com limitações financeiras, o que dificultava a execução de serviços considerados básicos para o funcionamento das unidades de saúde.

“Nós liberamos um contrato de manutenção que existia, mas ele não tinha dinheiro. Na semana passada, colocamos R$ 43 milhões nesse contrato. Ou seja, aquilo que você chegava no hospital e via, como torneira quebrada, vaso quebrado, falta de manutenção, agora terá condição de ser resolvido com mais rapidez”, afirmou.

Parte dos recursos será destinada ao Hospital Regional de Ceilândia, onde estão previstas cerca de 20 intervenções estruturais. O investimento também alcançará unidades básicas de saúde da região administrativa, dentro do cronograma de manutenção definido para este ano.

A iniciativa ocorre em meio aos esforços do governo para melhorar a infraestrutura da rede pública e reduzir problemas que impactam diretamente o atendimento à população. Além de beneficiar usuários do sistema, a proposta busca oferecer melhores condições de trabalho para os profissionais da saúde.

“Esse é o olhar cuidadoso que estamos tendo, para que a estrutura de trabalho dos nossos servidores públicos da saúde possa melhorar, para que eles cuidem melhor das pessoas, com uma estrutura melhor de trabalho”, disse a governadora.

Ceilândia concentra uma das maiores redes de atendimento do DF, com 19 unidades básicas de saúde, além do hospital regional e policlínicas que atendem moradores da região e de cidades vizinhas.

Mais autonomia para as UBSs

Durante a agenda, o governo também anunciou uma mudança no modelo de manutenção das unidades básicas de saúde. A proposta é ampliar o Programa de Descentralização Progressiva de Ações de Saúde (Pdpas) para todas as UBSs do Distrito Federal, permitindo que os gestores tenham acesso direto a recursos para resolver pequenos problemas sem depender de processos administrativos mais demorados.

Pela proposta, cada unidade poderá receber entre R$ 50 mil e R$ 100 mil, de acordo com seu porte e demanda.

“Estamos fazendo uma adaptação do Pdpas e essa é uma novidade em primeira mão: vamos colocar o programa também para os nossos postos, unidades básicas de saúde. Quebrou uma porta? Eles terão recurso para trocar. Quebrou uma torneira? Terão recurso para resolver”, anunciou Celina Leão.

A expectativa do governo é que a descentralização dos recursos reduza o tempo de resposta para serviços simples de manutenção e evite que pequenos problemas estruturais se transformem em transtornos maiores para pacientes e servidores.

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