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Governo do DF intensifica combate à sonegação e reforça arrecadação em R$ 146,7 milhões

Fiscalizações em aeroportos e rodovias recuperaram tributos de mercadorias importadas e do transporte de cargas

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As ações de combate à sonegação fiscal realizadas pelo Governo do Distrito Federal renderam R$ 146,7 milhões aos cofres públicos entre janeiro e junho deste ano. O resultado foi alcançado por meio de uma força-tarefa da Receita do DF, que ampliou a fiscalização de mercadorias importadas e de cargas transportadas por rodovias que dão acesso à capital.

O maior volume de recursos, R$ 131 milhões, foi obtido com a recuperação de créditos tributários relacionados à entrada de produtos importados pelo Aeroporto Internacional de Brasília. De acordo com a Secretaria de Economia, os segmentos farmacêutico, químico e de informática concentram boa parte das operações alcançadas pelas fiscalizações. Outros R$ 15,7 milhões foram arrecadados em tributos incidentes sobre o transporte terrestre de mercadorias.

O reforço na arrecadação integra a estratégia do governo para ampliar as receitas sem recorrer ao aumento de impostos. A Secretaria de Economia aposta na intensificação das fiscalizações e no aperfeiçoamento dos mecanismos de controle para elevar a eficiência da cobrança de tributos e reduzir perdas provocadas por fraudes fiscais.

Segundo o secretário de Economia, Valdivino de Oliveira, a meta da pasta é incrementar a arrecadação em R$ 2 bilhões ao longo de 2026. Ele avalia que, caso o crescimento da receita seja acompanhado por medidas de contenção de despesas, será possível reduzir o déficit das contas públicas e criar condições para que o Distrito Federal volte a registrar equilíbrio fiscal.

Para identificar irregularidades, a Receita do DF utiliza ferramentas de inteligência fiscal, cruzamento de dados e sistemas eletrônicos de monitoramento das operações comerciais. Essas tecnologias auxiliam na identificação de inconsistências que dificilmente seriam detectadas apenas por meio de inspeções presenciais.

Entre as fraudes mais recorrentes encontradas pelos auditores estão o uso de documentos fiscais falsificados ou com informações incompatíveis, a simulação de transações comerciais e a ocultação de mercadorias durante o transporte. Segundo a Secretaria de Economia, o fortalecimento das ações de fiscalização deve continuar ao longo do segundo semestre como parte da política de recuperação de créditos tributários e de combate à evasão fiscal.

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