O Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) será a primeira unidade de saúde do Centro-Oeste a adotar um sistema capaz de monitorar, em tempo real, pacientes em tratamento de diálise peritoneal.
A iniciativa faz parte de um projeto-piloto do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (IgesDF), em parceria com a plataforma ShareSource, e está entre os primeiros testes dessa tecnologia em toda a América Latina.
A diálise peritoneal é indicada para pacientes que perderam a função dos rins. Diferente da hemodiálise, que exige deslocamentos frequentes a clínicas e hospitais, esse tipo de tratamento pode ser feito em casa, pelo próprio paciente. No HBDF, 120 pessoas já utilizam o método diariamente, com aparelhos cedidos em regime de comodato.
Antes de iniciar o tratamento, os pacientes passam por consulta de acolhimento, avaliação e treinamento. O procedimento utiliza a membrana natural do abdômen, o peritônio, como filtro para remover toxinas e líquidos. O processo começa com a implantação de um cateter na região abdominal, realizada de forma simples e indolor.
Em casa, o tratamento é feito com o auxílio de uma máquina de cerca de 70 centímetros, que realiza a filtragem automaticamente durante a noite, por um período de oito a dez horas. Para garantir a segurança, os pacientes recebem, em média, 15 aulas práticas ministradas pela equipe de enfermagem.
Tecnologia em tempo real
Com a adoção da nova tecnologia, a equipe médica poderá acompanhar dados do tratamento domiciliar em tempo real. O sistema envia informações como volume de saída, tempo de sessão, nível de adesão e possíveis intercorrências diretamente aos profissionais de saúde, permitindo um monitoramento mais próximo e eficiente.



