O aniversário de sete anos do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), celebrado nesta sexta-feira (30), consolida um ciclo de transformações no Hospital de Base, maior unidade pública de alta complexidade do Centro-Oeste. Desde 2019, a instituição passou por um processo contínuo de reorganização interna, com ampliação de serviços, modernização tecnológica e revisão dos fluxos assistenciais.
Segundo a direção do instituto, as mudanças buscaram enfrentar desafios históricos, como superlotação, filas prolongadas e instabilidade no funcionamento dos serviços. “Estruturamos processos e qualificamos a gestão para dar mais segurança ao funcionamento do hospital e melhorar o atendimento ao cidadão”, afirmou o presidente do IgesDF, Cleber Monteiro.
O superintendente do Hospital de Base, Paulo Saad, destaca que a mudança no modelo de gestão teve impacto direto na assistência. “A padronização das rotinas e a reorganização dos fluxos tornaram o serviço mais resolutivo para a população”, disse.
Atualmente, a unidade presta atendimento em mais de 50 especialidades médicas e mantém média mensal de 34 mil consultas ambulatoriais. O ambulatório passou por readequações físicas e operacionais, com ajustes no layout e na logística, voltados à organização dos espaços e à melhoria da circulação de pacientes.
Na oncologia, foram implantados um centro de infusão e um novo bloco ambulatorial, equipado com 11 consultórios. O parque tecnológico também foi reforçado com a incorporação de tomógrafos, aparelhos de ressonância magnética, angiógrafos e um acelerador nuclear, ampliando a capacidade diagnóstica e terapêutica da unidade.
Outra frente de investimento concentrou-se na cardiologia intervencionista, com a implantação de uma nova sala de hemodinâmica para procedimentos cardíacos e vasculares, além da ampliação de leitos e de ambientes destinados às intervenções.
No centro cirúrgico, a produção anual superou 15 mil procedimentos, distribuídos em 17 especialidades. O número de salas em operação aumentou de seis para 16, o que permitiu ampliar a oferta de cirurgias, especialmente nas áreas oncológica e de alta complexidade.
Entre os equipamentos incorporados estão o aparelho de litotripsia extracorpórea, utilizado para fragmentar cálculos renais sem necessidade de cirurgia aberta, e o arco cirúrgico, que possibilita visualização em tempo real durante os procedimentos.
A retomada das cirurgias cardíacas de peito aberto é apontada como um dos marcos desse período. Desde 2019, cerca de 1,6 mil operações desse tipo foram realizadas na unidade.
Além das mudanças físicas e tecnológicas, o centro cirúrgico passou a adotar a metodologia Lean, voltada à organização dos processos e à redução de desperdícios, o que contribuiu para tornar as agendas mais previsíveis e ampliar a capacidade de execução dos procedimentos.
No atendimento de urgência, o fortalecimento da linha de cuidado ao trauma consolidou o Hospital de Base como referência no tratamento de vítimas de acidentes graves no Distrito Federal. Recentemente, o centro de trauma da unidade foi indicado para certificação nacional de excelência.
As áreas de internação, distribuídas em 11 pavimentos, também passaram por intervenções estruturais e ajustes organizacionais. Houve ampliação das equipes e reforço da atuação multiprofissional, além da criação de um serviço específico de geriatria e da implantação da função de enfermeira rotineira em todas as especialidades.
Para a direção do instituto, os sete anos simbolizam a consolidação de um modelo de gestão orientado à ampliação do acesso da população a serviços de alta complexidade. “Seguiremos investindo em pessoas, processos e tecnologia para fortalecer o Hospital de Base como referência da saúde pública no Distrito Federal”, afirmou Cleber Monteiro.




