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Infraestrutura transforma a vida de famílias na Estrutural

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Durante quase três décadas, a vida na Quadra 2 da Estrutural foi marcada por improvisos. Faltava quase tudo: água potável, rede de esgoto, calçamento, drenagem de águas pluviais, iluminação pública. Com ruas de terra batida, poeira no tempo seco e lama na época de chuva. Mas esse cenário começou a mudar — e, agora, quem vive ali começa a experimentar o que, para muitos, é apenas o básico: dignidade.

Sete das oito ruas da quadra já foram pavimentadas com bloquetes, e a última está em fase de conclusão. Além do novo piso, a região recebeu redes de água e esgoto, iluminação pública e calçadas. Um alargamento viário também está em curso, abrindo duas faixas que vão ligar o Centro Olímpico à quadra, melhorando a circulação de ônibus escolares e do transporte público regular. Um avanço que, além de facilitar o ir e vir, impacta diretamente na segurança e no acesso a serviços essenciais.

Essa reviravolta na infraestrutura foi possível graças a uma articulação entre diferentes órgãos do Governo do Distrito Federal. A Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb) entrou com a expertise em saneamento. A Novacap, com os levantamentos topográficos e obras complementares. A Neoenergia, responsável pela instalação de relógios individuais e braços de iluminação, completa o pacote que torna o cotidiano mais seguro e menos precário.

O ponto de virada para a comunidade veio com o programa Água Legal. A ação viabilizou, dentro da legalidade, a instalação de redes de água e esgoto em regiões onde, por anos, as soluções improvisadas eram a única opção. Moradores que antes dependiam de gambiarras hidráulicas e armazenavam água em tambores agora contam com abastecimento regular, pressurizado e confiável — ainda que pago, o serviço traz alívio e segurança.

Mais do que um conjunto de obras, a transformação da Quadra 2 é uma vitória simbólica para uma população que por muito tempo viveu às margens do planejamento urbano. Mulheres que enfrentavam dificuldades para levar os filhos à escola em dias de chuva, famílias que sofriam com doenças causadas por falta de saneamento, pessoas que nunca se viram contempladas por políticas públicas agora têm motivos para acreditar que pertencem à cidade.

Essa sensação de pertencimento ganha força com a chegada do transporte público mais próximo. Antes, o ponto de ônibus mais próximo exigia longas caminhadas, inclusive com crianças pequenas. Hoje, com o coletivo passando praticamente na porta, o tempo gasto no deslocamento diminuiu, e o cotidiano ficou menos penoso — especialmente para quem depende do transporte para trabalhar ou estudar.

As melhorias na Quadra 2 também apontam para um futuro mais estruturado na Estrutural como um todo. O bairro Santa Luzia, por exemplo, será contemplado com um projeto robusto de saneamento integrado. Serão R$ 85 milhões investidos em redes de água, esgoto, energia elétrica, drenagem e coleta de lixo. Ao todo, cerca de 20 mil moradores devem ser beneficiados. Outros R$ 274 milhões também estão previstos para ampliar a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) do Recanto das Emas, garantindo maior cobertura sanitária na região.

A adesão ao programa Água Legal é simples e acessível. Os moradores precisam apenas apresentar documentos básicos e preencher um termo de solicitação de serviços junto à Caesb. O custo da primeira ligação pode ser parcelado sem juros, e quem é atendido por programas sociais do GDF ainda conta com tarifa reduzida.

É o tipo de política pública que vai além dos números e atinge o que realmente importa: a vida das pessoas.

 

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