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Nova estrutura da Escola Classe 425 muda rotina escolar em Samambaia

Unidade amplia vagas e passa a atender cerca de 700 alunos

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Três meses após a entrega do novo prédio, a Escola Classe 425, em Samambaia, passou a viver uma realidade inédita depois de mais de três décadas funcionando em estruturas provisórias. Conhecida pela comunidade como “escola de lata”, a unidade deixou definitivamente as antigas instalações e passou a operar em um prédio fixo, adequado às necessidades do ensino público.

A obra foi executada pelo Governo do Distrito Federal e recebeu investimento de R$ 14 milhões. Com a nova estrutura, a escola ampliou sua capacidade de atendimento e atualmente atende cerca de 700 alunos da educação infantil e dos anos iniciais do ensino fundamental. Antes da mudança, o número de matriculados era de aproximadamente 600 estudantes.

Com a nova sede, o número de salas de aula aumentou de 15 para 18, o que possibilitou a criação de cerca de 100 novas vagas. Mesmo com a ampliação, a gestão optou por manter parte das turmas com quantitativo reduzido, principalmente aquelas que atendem alunos com necessidades específicas.

A diretora Liliene de Souza afirma que a decisão não foi apenas técnica, mas pedagógica.“O prédio permite crescer muito mais do que crescemos agora”, diz. “Mas não adianta colocar mais alunos se isso prejudicar o acompanhamento. Em algumas turmas, reduzir o número de crianças é o que garante que ninguém fique para trás.”

Segundo ela, a mudança de estrutura trouxe também uma mudança de postura dentro da escola. “Durante anos, a gente trabalhava tentando se adaptar ao espaço. Agora, finalmente, o espaço trabalha a favor da escola”, afirma. “Isso muda completamente a forma de pensar o ensino.”

Além das salas de aula, a escola passou a contar com biblioteca, auditório, laboratórios, refeitório, cozinha, áreas de recreação, parquinho e quadra poliesportiva coberta. A área total construída é de 4.464,82 metros quadrados, com 30 vagas de estacionamento. As obras foram coordenadas pela Novacap.

Para os professores, a mudança encerrou uma rotina marcada por improvisos. A docente Lannuccia Borges, que atua na escola há quatro anos, afirma que o prédio antigo impunha limites constantes ao trabalho pedagógico. “Tinha coisa simples que a gente não conseguia fazer”, relata. “Você planejava uma atividade, chegava na sala e percebia que não dava para executar porque a estrutura não ajudava.”

Ela lembra que o apelido “escola de lata” refletia o dia a dia vivido por alunos e professores. “Era porta que não fechava, janela quebrada, teto com problema quando chovia”, conta. “As crianças sentiam medo, e a gente precisava passar segurança mesmo sem ter.”

A mudança também é sentida por Elisete Pereira, mãe de ex-alunos da unidade e hoje professora da escola. Para ela, a antiga estrutura gerava angústia constante. “Como mãe, doía ver meu filho estudando em um lugar sem conforto e sem segurança”, afirma. “A gente quer o melhor para os filhos, e ali não era possível oferecer isso.”

Hoje, ela descreve um cenário completamente diferente. “Agora é outra escola”, diz. “O espaço é acessível, organizado, pensado para as crianças. Isso reflete direto no comportamento e no aprendizado.”

Entre os estudantes, a transformação aparece nos detalhes do cotidiano. A aluna Beatriz Fonseca, de 10 anos, diz que o novo ambiente mudou a relação com a escola. “Antes era tudo meio ruim”, resume. “Agora a biblioteca é legal, o refeitório é melhor e dá mais vontade de vir para a escola.”

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