Uma pesquisa de satisfação realizada nos restaurantes comunitários do Distrito Federal mostra que a maioria dos usuários aprova tanto a comida quanto o atendimento oferecidos nas unidades. O levantamento, feito mensalmente pela Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF), indica que 75% dos frequentadores consideram a qualidade das refeições ótima ou boa, enquanto 73% avaliam positivamente o serviço prestado.
Em relação aos pratos servidos, 55% dos entrevistados atribuíram nota “ótima” e 20% classificaram como “boa”. Já 11% avaliaram a comida como regular e cerca de 13% disseram que a qualidade é ruim. Os números mostram que a percepção favorável supera amplamente as avaliações negativas.
O atendimento também recebeu aprovação da maior parte do público. 53% dos usuários disseram que o serviço é ótimo e 20% consideraram bom. As unidades localizadas em Sobradinho, Brazlândia e Itapoã foram apontadas como as mais bem avaliadas. Por outro lado, aproximadamente 12% classificaram o atendimento como regular e 14% como ruim. A pesquisa é elaborada pela Subsecretaria de Segurança Alimentar e Nutricional.
Para a secretária de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra, os dados ajudam a orientar melhorias e reforçam o compromisso da gestão com a política de segurança alimentar. Segundo ela, o acompanhamento constante permite ajustar os serviços às necessidades da população. “O levantamento é essencial para mostrar o empenho do governo no combate à fome e também para dar transparência à sociedade. Recentemente, realizamos uma audiência pública dentro dos restaurantes para ouvir os usuários. As sugestões recebidas foram importantes para aperfeiçoar o funcionamento do programa”, afirmou.
Rede ampliada
Atualmente, o Distrito Federal possui 18 restaurantes comunitários em operação. Desses, 15 já passaram por ampliação no horário e na oferta de refeições, passando a funcionar todos os dias da semana e a servir café da manhã por R$ 0,50, almoço a R$ 1 e jantar por R$ 0,50.
As unidades também receberam melhorias estruturais que não eram realizadas desde a inauguração dos espaços, há cerca de 20 anos. As mudanças contribuíram para que o DF alcançasse o primeiro lugar no ranking nacional do Selo Betinho de combate à fome, reconhecimento concedido a políticas públicas voltadas à redução da insegurança alimentar.




