O Distrito Federal passou a integrar o debate nacional sobre inovação na Atenção Primária à Saúde ao apresentar projetos desenvolvidos na rede pública durante o Colabora APS, encontro que reuniu gestores e profissionais de saúde de todo o país na última terça-feira (20). A iniciativa busca dar visibilidade a práticas que têm fortalecido o atendimento básico no Sistema Único de Saúde (SUS).
Promovido pela Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, da Fundação Oswaldo Cruz, em parceria com o Ministério da Saúde, o evento funciona como um espaço de articulação entre estados, com foco na troca de experiências que podem ser adaptadas e replicadas em diferentes contextos do país.
Durante a programação, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal apresentou ações desenvolvidas no âmbito da Estratégia Saúde da Família, destacando a importância da integração entre equipes e da valorização de iniciativas construídas no cotidiano das unidades básicas. Para o gerente da área, Virgílio Marques, o compartilhamento dessas práticas fortalece tanto a gestão quanto a assistência prestada à população.
Uma das experiências levadas pelo DF foi a Rede de Hortos Agroflorestais Medicinais Biodinâmicos (Rhamb), iniciativa voltada à promoção das práticas integrativas no SUS. O projeto aposta no uso de plantas medicinais como ferramenta complementar de cuidado, alinhada às políticas nacionais de atenção básica. Segundo o gerente de Práticas Integrativas da pasta, Marcos Trajano, o DF tem histórico de protagonismo nesse campo, com ações pioneiras incorporadas à rede pública.
A dimensão do Colabora APS também chamou atenção. De acordo com a coordenação da ENSP, mais de 400 experiências de todo o país se inscreveram para participar do processo de seleção. Para Ana Carolina Brandão, o encontro reforça a capacidade do SUS de produzir soluções inovadoras a partir do trabalho cotidiano dos profissionais. “Essas trocas só são possíveis graças ao engajamento dos servidores que atuam diretamente nos territórios”, destacou.




