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Trotes ao Samu caem 89% em três anos no DF após ações de conscientização

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O número de trotes recebidos pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) no Distrito Federal caiu 89,2% entre 2021 e 2024. De acordo com dados do próprio serviço, as ligações falsas — que sobrecarregam o sistema e podem comprometer o socorro a situações reais — somaram 68.002 registros em 2021. Em 2024, esse número recuou para 7.313.

A tendência de queda se mantém em 2025. No primeiro semestre deste ano, foram contabilizados 2.731 trotes, contra 4.005 no mesmo período do ano anterior — uma redução de 31,8%.

A melhora no indicador é atribuída, principalmente, às ações de conscientização promovidas pelo Samu. Entre elas, destaca-se o projeto Samuzinho, que leva orientações a escolas da rede pública e privada sobre o uso responsável do serviço de urgência.

Voltado a crianças e adolescentes, o Samuzinho oferece noções básicas de primeiros socorros e instruções sobre quando e como acionar o Samu. Desde sua criação, a iniciativa já alcançou mais de 25 mil participantes.

Além de gerar prejuízos operacionais, os trotes são considerados crime. A depender do caso, o autor pode ser enquadrado em diferentes artigos do Código Penal, com penas que chegam a oito anos de prisão.

No Distrito Federal, há ainda uma norma específica: o Decreto nº 44.427/2023, que regulamenta a Lei nº 6.418/2019. A legislação prevê multa de até três salários mínimos (R$ 4.554, no valor atual) para quem for flagrado fazendo uso indevido do serviço.

Segundo o Samu, embora os trotes partam majoritariamente de números privados ou não identificáveis, a atuação integrada com a polícia e órgãos de tecnologia tem permitido rastrear os responsáveis em parte dos casos.

 

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