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União Europeia afirma que transição venezuelana deve contar com María Corina Machado

Para o bloco, processo sem a oposição perde legitimidade democrática

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A União Europeia voltou a se posicionar sobre o impasse político na Venezuela e afirmou, nesta segunda-feira (5), que qualquer iniciativa voltada à reconstrução democrática do país precisa envolver os principais líderes da oposição. Para o bloco, a exclusão dessas figuras compromete a legitimidade de qualquer processo de transição.

Em declaração oficial, a UE defendeu a participação direta de María Corina Machado, vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025, e de Edmundo González Urrutia, apontado pela oposição como vencedor da eleição presidencial de 2024. A posição europeia contrasta com o discurso recente do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que minimizou o papel desses nomes no cenário venezuelano.

A porta-voz da União Europeia, Anitta Hipper, ressaltou que o diálogo político deve ser inclusivo e orientado por princípios democráticos. Segundo ela, a construção de uma solução duradoura para a crise venezuelana passa pelo reconhecimento dos atores que representam parcela significativa da população.

Atualmente, Edmundo González vive exilado na Espanha, após deixar a Venezuela em meio às disputas sobre o resultado das eleições. O pleito segue sendo alvo de questionamentos por parte da oposição e de setores da comunidade internacional, que cobram maior transparência e garantias institucionais no país caribenho.

Com a declaração, a União Europeia reforça sua estratégia diplomática de pressão política e mantém o discurso de apoio a uma saída negociada para a crise venezuelana, baseada em diálogo, inclusão e respeito às regras democráticas.

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