Em uma sessão solene marcada por emoção, reconhecimento e orgulho nacional, a Câmara Legislativa do Distrito Federal prestou homenagem, nesta quarta-feira (9), ao Corpo de Fuzileiros Navais da Marinha do Brasil pelos 217 anos de serviços prestados à pátria.
O evento reuniu autoridades civis e militares, com destaque para relatos históricos e ações recentes da corporação, reforçando o papel fundamental da Marinha na construção de uma sociedade mais segura e solidária.
O deputado distrital Roosevelt Vilela (PL), autor da solenidade, conduziu a cerimônia e fez questão de enfatizar a importância da instituição. “Estamos dizendo a cada um dos senhores e senhoras: vocês são essenciais na construção de um país soberano, de uma cidade onde temos orgulho de viver e criar nossos filhos”, afirmou o parlamentar, que também é subtenente da reserva do Corpo de Bombeiros.

Em tom emocionado, Roosevelt lembrou da formação dos primeiros mergulhadores de resgate da corporação brasiliense, em parceria com a Marinha, no ano de 1974 — coincidência com o seu ano de nascimento.
Além da entrega de moções de louvor aos integrantes da corporação, a cerimônia também foi uma oportunidade para destacar a versatilidade do Corpo de Fuzileiros Navais.
O capitão de fragata Cledson Augusto Soares, comandante da Estação de Rádio da Marinha em Brasília, ressaltou que os fuzileiros atuam não apenas em ações militares, mas também em missões humanitárias e operações conjuntas com outras forças.
“O Corpo de Fuzileiros Navais é o elo entre a Marinha e a sociedade. Está presente tanto em missões de defesa quanto em operações de assistência à população”, destacou o comandante. Ele citou como exemplos a participação dos fuzileiros nas operações “Taquari”, em apoio às vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul; “Acolhida”, com foco na recepção e acolhimento de imigrantes venezuelanos; e “Ágata”, voltada à fiscalização de fronteiras brasileiras.

A solenidade foi mais do que uma celebração protocolar. Foi um tributo à dedicação, disciplina e espírito de missão dos homens e mulheres que compõem o Corpo de Fuzileiros Navais — uma força que, há mais de dois séculos, protege o território nacional e presta socorro às populações mais vulneráveis, onde quer que estejam.




