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Hospital público baiano é premiado por trabalho inédito em Cuidados Paliativos

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Em um reconhecimento que transcende o mérito técnico e alcança o coração do serviço público de saúde, a Bahia foi destaque nacional ao receber o Prêmio Florence Nightingale, entregue na noite da última quinta-feira (22), durante o Encontro Nacional de Serviços de Atenção Domiciliar (Encosad), em São Paulo. A premiação foi concedida ao Hospital Mont Serrat de Cuidados Paliativos e à médica Karoline Apolônia, nomes que hoje simbolizam um avanço histórico no acolhimento a pacientes em fase final de vida no Brasil.

Localizado na Bahia, o Hospital Mont Serrat é o primeiro hospital público do país voltado exclusivamente aos cuidados paliativos, ou seja, ao acompanhamento digno, humano e integral de pacientes em estágio terminal. Mais que um espaço físico, a unidade representa uma nova visão sobre o fim da vida: a de que é possível cuidar, mesmo quando não é mais possível curar.

A médica Karoline Apolônia, referência nacional na área e responsável técnica pelo hospital, definiu o prêmio como uma conquista coletiva. “Este prêmio é muito mais que um troféu, ele representa cada paciente acolhido, cada familiar amparado e cada profissional que decidiu cuidar onde muitos não ousavam”, afirmou, emocionada. “Reafirma que vale a pena sonhar grande, trabalhar com amor e lutar por um SUS que acolhe até o último suspiro.”

A cerimônia de entrega ocorreu durante a Hospitalar  considerada a maior feira da área da saúde da América Latina, reunindo profissionais, instituições e gestores públicos de todas as regiões do Brasil. O prêmio Florence Nightingale — inspirado na enfermeira inglesa considerada a fundadora da enfermagem moderna — homenageia iniciativas que ampliam o acesso à saúde com qualidade, sensibilidade e inovação.

A experiência do Mont Serrat, concebida pelo Governo da Bahia, rompe barreiras históricas ao mostrar que o serviço público pode, sim, ser sinônimo de excelência, acolhimento e respeito à dignidade humana. Em um país onde ainda há resistência ao debate sobre o fim da vida, o hospital baiano se tornou um modelo inspirador para outras regiões e sistemas de saúde.

A premiação reconhece não apenas uma estrutura pioneira, mas também a coragem de pensar a saúde pública de forma ampla, inclusiva e sensível. E, sobretudo, ressalta o valor de cuidar até o fim — com humanidade, escuta e presença.

 

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