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Diversidade ganha protagonismo em meio a multidões no DF Folia 2026

Foliões lotam blocos e reforçam o caráter inclusivo do Carnaval na capital

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O DF Folia 2026 ganhou fôlego no último fim de semana e consolidou Brasília como um dos principais palcos do Carnaval de rua do país. Entre sábado (14) e domingo (15), blocos arrastaram multidões no centro da capital e em outras regiões administrativas, em uma festa marcada pela diversidade e por um dado que chamou atenção: a redução nas ocorrências policiais.

No sábado, o Bloco do Amor levou uma grande concentração de foliões à região do Museu Nacional, onde está instalada a plataforma do Carnaval Monumental. O grupo, conhecido por defender um Carnaval inclusivo, voltou a ocupar o coração da cidade com uma proposta de celebração baseada no respeito.

A atriz Ana Flávia, 53 anos, que acompanha o bloco desde que ele começou a sair às ruas, explicou por que continua participando. “É um ambiente onde me sinto acolhida. Existe um cuidado real com as pessoas, além de um posicionamento claro em defesa do respeito à comunidade LGBT+ e da acessibilidade”, afirmou.

A coordenadora-geral do bloco, Letícia Helena, destaca que essa identidade foi construída ao longo do tempo. “São mais de dez anos mantendo uma festa tranquila, sem registros de problemas graves, sempre priorizando o clima de convivência e solidariedade”, disse.

No domingo, o Bloco das Montadas tomou as ruas com um público superior a 100 mil pessoas. Fantasias, dança, performances e o show da cantora Gretchen transformaram o desfile em um dos momentos mais marcantes da programação.

A atendente Stefany Souza, 26 anos, participou pela primeira vez e destacou o ambiente. “Encontrei um público muito receptivo e animado. Até agora, não vi qualquer tipo de conflito”, relatou.

Para a drag queen Leo Skiims, 25, que participa todos os anos, o significado do bloco vai além da festa. “Aqui é possível existir com liberdade, se expressar e celebrar quem somos”, afirmou.

Ainda no domingo, o Gran Folia recebeu o Bloco dos Raparigueiros, que reuniu cerca de 40 mil foliões ao som de sucessos do carnaval baiano.

A programação também se espalhou pelas regiões administrativas. Em Águas Claras, aproximadamente sete mil pessoas participaram do Baile da Piki.

O organizador Matheus Maia afirma que o evento representa um movimento cultural. “Não se trata apenas de diversão, mas de ocupar a cidade e reforçar o direito da comunidade de participar ativamente da construção do Carnaval”, explicou.

O impacto do fim de semana também apareceu nos números. Segundo dados do Governo do Distrito Federal, houve redução de 42% nas ocorrências registradas em comparação com o mesmo período do ano passado.

Para o secretário de Cultura e Economia Criativa do DF, Claudio Abrantes, o resultado demonstra a capacidade de realizar grandes eventos com responsabilidade. “O DF Folia mostra que é possível promover celebrações populares valorizando a diversidade e fortalecendo a economia criativa, sem deixar de lado o cuidado com as pessoas”, avaliou.

O DF Folia 2026 é promovido pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa, por meio de chamamento público, com investimento de R$ 10 milhões e parceria da Associação Artise de Arte, Cultura e Acessibilidade.

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