A menos de três semanas do fechamento do cadastro eleitoral, o Distrito Federal já registra aumento na procura por regularização do título de eleitor. O prazo final, marcado para 6 de maio, acendeu o alerta na Justiça Eleitoral e levou o Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal a ampliar o funcionamento das unidades para atender à demanda crescente.
A corrida é contra o tempo: quem não resolver pendências até a data ficará fora das eleições de 4 de outubro. Por isso, a recomendação é evitar deixar para a última hora, quando a tendência é de filas e maior tempo de espera.
Para dar vazão ao atendimento, a Central do Eleitor, no SIG, e os cartórios eleitorais de regiões como Ceilândia, Gama, Lago Sul e Sobradinho estão operando em horário ampliado, das 8h às 18h, de segunda a sexta-feira. Também há atendimento na Rodoviária do Plano Piloto. Já em Planaltina, o serviço ocorre no fórum local, sempre das 12h às 18h.
Além da rotina reforçada, o tribunal abriu datas excepcionais para atendimento presencial. Estão incluídos os dias 18, 19 e 25 de abril, além de 1º, 2 e 3 de maio, com funcionamento das 8h às 15h, exceto na unidade de Planaltina.
Entre os principais serviços disponíveis estão a emissão do primeiro título, a transferência de domicílio eleitoral e a atualização de dados cadastrais. Sem a regularização, o eleitor não apenas perde o direito de voto, como também pode enfrentar restrições administrativas.
O porta-voz do TRE-DF, Fernando Velloso, reforça o caráter decisivo do momento. Em síntese, ele explica que o encerramento do prazo impede qualquer nova regularização até o fim do segundo turno, o que torna essencial que o eleitor antecipe a busca pelo serviço para evitar contratempos.
Parte do atendimento pode ser iniciada de forma digital, pelo site do Tribunal Superior Eleitoral. Ainda assim, a coleta biométrica segue obrigatória de forma presencial.
Para ser atendido, o eleitor deve apresentar documento oficial com foto e comprovante de residência. Homens de 19 anos também precisam comprovar quitação com o serviço militar.
No Brasil, o voto é obrigatório para cidadãos entre 18 e 70 anos. Já para jovens de 16 e 17 anos, maiores de 70 e pessoas analfabetas, a participação nas eleições é facultativa.




