O Distrito Federal está entre os cinco estados brasileiros que mais contribuíram para a inclusão de pessoas inscritas no Cadastro Único no mercado formal de trabalho. O resultado garantiu ao DF reconhecimento no II Prêmio Nacional de Inclusão Socioeconômica, promovido pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome.
A premiação leva em consideração a capacidade de estados, municípios e empresas de transformar políticas sociais em oportunidades de emprego e geração de renda. No caso do Distrito Federal, o desempenho foi suficiente para colocá-lo ao lado de Amapá, Pará, Paraíba e Piauí entre os principais destaques do país.
Os dados utilizados na avaliação foram extraídos do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e analisados por pesquisadores da Fundação Getulio Vargas (FGV) e do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre). O levantamento mede quantas pessoas registradas no Cadastro Único conseguiram ingressar no mercado de trabalho formal com carteira assinada.
O reconhecimento reforça uma tendência observada nos últimos anos: o aumento da participação de beneficiários de programas sociais na economia formal. Especialistas apontam que a geração de emprego para esse público tem impacto direto na redução da pobreza, ao ampliar a renda familiar e diminuir a dependência de benefícios assistenciais.
Representando o Governo do Distrito Federal na cerimônia, a Secretaria de Desenvolvimento Social destacou que a conquista reflete os esforços de políticas voltadas à capacitação profissional e à inclusão produtiva. “Esse resultado demonstra que investir em oportunidades produz efeitos concretos na vida das pessoas. Quando o cidadão consegue acesso ao trabalho e à renda, ele passa a construir um novo projeto de vida para si e para sua família”, afirmou a secretária de Desenvolvimento Social, Giselle Ferreira.
A premiação faz parte do programa federal Acredita no Primeiro Passo, criado para incentivar ações de qualificação profissional, empreendedorismo e inclusão produtiva entre famílias em situação de vulnerabilidade. Além dos estados e municípios, a iniciativa também reconheceu empresas e organizações que desenvolveram projetos voltados à inserção econômica de pessoas de baixa renda.
Para o governo federal, o objetivo é estimular modelos que possam ser replicados em outras regiões do país, ampliando o acesso ao emprego formal e fortalecendo as estratégias de combate às desigualdades sociais.



