Cuidar da saúde também passa pelo acolhimento. Com essa proposta, a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Paranoá promoveu, na terça-feira (23), uma atividade que levou música ao ambiente hospitalar e proporcionou momentos de descontração para pacientes, acompanhantes e profissionais. A iniciativa mostrou que gestos simples podem amenizar a ansiedade e tornar mais leve a permanência de quem enfrenta um atendimento de urgência.
A programação contou com a participação do saxofonista e produtor cultural brasiliense Esdras Nogueira, que apresentou um repertório instrumental formado por sucessos da música popular brasileira. As interpretações despertaram lembranças, emocionaram o público e mudaram, por alguns instantes, a atmosfera da unidade.
A ação faz parte das estratégias de humanização desenvolvidas pela UPA do Paranoá, administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). A proposta é oferecer um atendimento que vá além dos procedimentos clínicos, valorizando também o conforto emocional de pacientes e familiares durante o período de permanência na unidade.
Para a gerente da UPA, Juliete Andrade, criar um ambiente mais acolhedor contribui diretamente para a experiência de quem busca atendimento. “O paciente chega preocupado, muitas vezes com dor ou insegurança. Quando conseguimos proporcionar um momento de tranquilidade, mesmo que breve, ajudamos a reduzir a tensão e mostramos que o cuidado envolve atenção à pessoa como um todo, não apenas ao tratamento médico”, afirmou.
Além da apresentação musical, a iniciativa reuniu profissionais de diferentes áreas da unidade. Os pacientes receberam um lanche preparado pela equipe de nutrição, respeitando as necessidades alimentares e as orientações clínicas de cada caso.
Segundo a coordenadora multiprofissional Samara Figueiredo, a atividade foi planejada para fortalecer o acolhimento e contribuir para o bem-estar emocional dos usuários. “A música desperta boas lembranças, aproxima as pessoas e favorece um ambiente mais tranquilo. Esse tipo de ação complementa o trabalho das equipes de saúde e reforça a importância de cuidar também dos aspectos emocionais durante o atendimento”, destacou.
Quem acompanhou a apresentação percebeu rapidamente os efeitos da iniciativa. O aposentado Geraldo Joaquim Ramos, de 76 anos, assistiu ao concerto ao lado da filha e se emocionou com o repertório. “Foi um momento muito bonito. As músicas fizeram a gente esquecer um pouco das preocupações e lembrar de coisas boas da vida. É uma iniciativa que merece reconhecimento”, comentou.
Para Esdras Nogueira, levar a música a espaços de saúde amplia o alcance da arte e fortalece conexões humanas. “A música tem um poder muito grande de acolher e criar vínculos. Quando ela chega a um hospital, oferece conforto, desperta emoções e contribui para que as pessoas enfrentem aquele momento com mais serenidade. É uma troca muito especial”, disse.
Ao final da atividade, pacientes, familiares e profissionais deixaram o espaço com sorrisos e aplausos, reforçando que iniciativas de humanização podem transformar, ainda que por alguns minutos, a rotina de quem vive o ambiente de uma unidade de pronto atendimento.



