A poucas horas do encerramento do prazo legal para o registro de candidaturas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o cenário político em Minas Gerais registrou sua maior reviravolta na disputa pelo Palácio Tiradentes. O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) oficializou seu pedido de registro ao Governo do Estado no limite do calendário eleitoral, encerrando uma dramática sequência de incertezas que movimentou os bastidores partidários nas últimas semanas.
Primeiro colocado nas principais pesquisas de intenção de voto, o parlamentar protagonizou um enredo de altos e baixos até ter a chapa confirmada. Em meio a um momento conturbado — marcado pelo luto recente decorrente da morte de seu irmão e por atritos sobre os rumos do partido no Estado —, Cleitinho chegou a anunciar que desistiria da corrida ao Executivo mineiro.
A reviravolta colocou o senador temporariamente fora dos planos do próprio Republicanos, provocando forte ruído na base aliada e expondo a resistência de alas da legenda. O impasse, no entanto, começou a ser desfeito nos últimos dias, quando Cleitinho reafirmou publicamente a intenção de concorrer e abriu negociações diretas para reverter o descarte de seu nome. A cúpula da sigla recuou, chancelou a candidatura e garantiu o registro no prazo final.
Para a vaga de vice-governador, a legenda optou por uma solução caseira ao escalar Luís Eduardo Falcão, ex-prefeito de Patos de Minas e ex-presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM), consolidando uma chapa “puro-sangue”.
No plano de governo entregue à Justiça Eleitoral sob o lema “O Povo Primeiro”, a candidatura aposta no discurso de rigor fiscal e enxugamento administrativo. O documento elenca diretrizes de revisão de despesas, fim de privilégios e veto a novos pedágios nas rodovias estaduais, sinalizando que pretende transformar a conturbada arrancada em combustível político para manter a liderança na corrida pelo governo de Minas.



